Publicado em: 26/11/2015 10h32 - Atualizado em 10/12/2015 11h52

Parque Ecológico: ligando de Norte a Sul

A extensão de quase 10 mil metros foi o marco da expansão urbana e hoje é cartão postal

Adriana Brumer Lourencini
Havia ali uma faixa que dividia o centro urbano e a antiga zona rural da cidade, nos limites da fazenda Santa Dulce (ou Pau Preto); a área era conhecida como Fundo do Vale. Os anos 1980 estavam no final, quando o então arquiteto renomado Ruy Ohtake trouxe a ideia de um projeto ousado, que iria mudar o cenário indaiatubano. Surgia o embrião do Parque Ecológico, o principal projeto urbanístico que impulsionaria o crescimento da cidade.
A urbanização do Parque começou em 1989, no governo de Clain Ferrari, quando a extensão territorial de aproximadamente dez quilômetros recebeu as primeiras obras de saneamento. No mesmo período, até 1992, formaram-se os primeiros lagos, compreendendo o primeiro trecho do Parque, na confluência das avenidas Conceição e Presidente Kennedy.
A proposta inovadora de Ohtake foi de nortear a expansão urbana de Indaiatuba, fazendo a ligação entre a "cidade antiga", hoje Zona Norte, até a região mais recente, que compreende o Bairro Jardim Morada do Sol (Zona Sul).
Preparando o terreno
Denominado como Parque Ecológico Presidente Fernando Collor de Mello, em 1991, o nome foi revogado, devido ao impeachment do então presidente da República, em 1992.
A partir de 1997, a urbanização teve continuidade. Era a primeira gestão de Reinaldo Nogueira. "A primeira etapa do Parque Ecológico começou onde hoje é o Boteco do Portuga até o colégio Objetivo", conta o secretário de Urbanismo, José Carlos Selone. "Essa fase foi até 1992, ainda na gestão de Clain. Então, de 1992 a 1996, as obras ficaram paradas e foram retomadas em janeiro de 1997, quando o Reinaldo Nogueira assumiu a Prefeitura", lembra o secretário.
 
Parque em 2013 Parque em 2013 (Crédito: Danilo Lourencini)
Nos últimos anos foi criado o esperado Parque Temático Nos últimos anos foi criado o esperado Parque Temático (Crédito: Danilo Lourencini)
Construção do Parque Ecológico Construção do Parque Ecológico (Crédito: Pró-Memória)
Construção seguiu projeto do renomado Ruy Ohtake e começou no final da década de 1980 Construção seguiu projeto do renomado Ruy Ohtake e começou no final da década de 1980 (Crédito: Fundação Pró-Memória)

Estrutura já completou uma década


No ano de 2004, toda a estrutura do Parque já estava montada, com todos os lagos, incluindo a Praça do Lago, no Morada do Sol. Por último, surgiu o Parque Temático. “A Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Semurb) se encarregou das espécies de plantas, assim como das instalações, todas com mão de obra 100% do pessoal da Prefeitura”, completa. A ideia foi oferecer opção de lazer igual a todos (democrático). “O lazer custa caro e ter isso em áreas públicas bem cuidadas se torna um atrativo para toda família.”

Projeto original
Na proposta inicial, as marginais do Parque não seriam cortadas por outras vias, mas deveria ser um eixo de quase dez quilômetros lineares com uma área de dois milhões de metros quadrados contendo 12 centros comunitários, viveiros de pássaros, museu, restaurante, centro de exposição de flores, pátio de esculturas, barcos, pedalinhos, teatro de arena, lanchonete, ciclovia, centro administrativo com Fórum, Câmara e Paço Municipal.
Do projeto original só há os pedalinhos e lanchonetes, construídos no trecho chamado de Parque Temático, inaugurado em 2011, além da ciclovia, expandida gradativamente. Inseridos no perímetro do Parque estão ainda os prédios públicos dos setores da educação, saúde, cultura e segurança.

De hoje em diante
Agora, o Parque recebe urbanização no seu trecho final, na altura das ruas 58, 80 e 73 (os últimos mil metros), e os trabalhos devem ser finalizados no segundo semestre de 2016. Neste ponto, duas novas pontes também estão sendo construídas, fazendo com que o Parque tenha mão única de ambos os lados, cumprindo sua função viária. “O ponto de medição de automóveis instalado na Marginal do Parque registra o volume de 30 mil carros por dia em apenas um lado da via”, destaca Selone. “Uma obra dessa envergadura demanda trabalho e dificuldades, porém, a manutenção também é complexa”, conclui o secretário.

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