Publicado em: 13/03/2017 15h34 - Atualizado em 13/03/2017 19h23

A crise e o mercado de trabalho

Entre todos os setores afetados pela crise, o mercado de trabalho talvez seja o melhor referencial para saber a intensidade do problema. O desemprego aumenta, as oportunidades diminuem drasticamente, e aqueles que continuam empregados, embora tenham que agradecer por isso, sofrem com os reflexos da redução de pessoal, atrasos de salários, perda de benefícios, demissão sem justa causa e sem pagamento da rescisão, entre outras situações que complicam a vida dos trabalhadores.
O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), ao qual pertence Indaiatuba, confirma essa realidade em números. O órgão divulgou que o número de ações trabalhistas aumentou 13% nos últimos dois anos, segundo dados da Coordenadoria de Pesquisa e Estatística, que atribuiu essa alta à crise econômica. Dentre essas ações, ao menos 50% têm relação com a falta de pagamento de verbas rescisórias por parte dos empregadores. Em 2014, 305,5 mil reclamações foram recebidas em 1ª instância, passando para 345,7 mil em 2016.
Boa parte dos trabalhadores que optaram por entrar com essas ações foram os que sofreram alguns daqueles problemas financeiros com a empresa e que, com medo, não denunciaram ou buscaram seus direitos enquanto ainda estavam empregados. Demitidos, foram atrás de seus direitos com a Justiça. Com o aumento de desligamentos, é natural que aumentem as ações também.
Esses números, antes de mais nada, mostram a dura realidade que o mercado de trabalho está enfrentando. Com desemprego crescente, desrespeito aos funcionários e a falta de preocupação com os trabalhadores e famílias, que dependem da empresa para seguirem suas vidas. Economistas estão otimistas para o segundo semestre. Que a melhora comece com essas pessoas.

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