Publicado em: 17/03/2017 14h04 - Atualizado em 17/03/2017 20h03

Paralisação contra a reforma

Muito válida a paralisação contra a reforma da Previdência Social. Todos os Estados aderiram, muitas cidades tiveram greve inclusive no transporte público, o que afetou mais a rotina da população.
É importante que o povo se una para mostrar o que quer ou não, o que é viável ou não para si.
A reforma da Previdência é necessária. Todo mundo com um mínimo de informação sabe que é preciso ser alterado o esquema de arrecadação, pois, se não, as contas não irão fechar. Grande parte dos países da Europa já sofre com essa situação, pois tem uma população idosa crescente, enquanto o número de jovens - e, consequentemente, novos contribuintes - só diminui. Com menos gente pagando e mais gente recebendo, o rombo é certo.
No Brasil, é preciso levar em conta um fator a mais do que esse, que é fato e perceptível. O grande complicador nas contas brasileiras é a corrupção, afinal, além dos fatores já esperados, os desvios são os grandes responsáveis pelos rombos na economia nacional. Desconsiderando isso, talvez a reforma não precisasse ser tão agressiva.
Ainda assim, mudanças são fundamentais e deverão acontecer, como igualar as idades mínimas entre homens e mulheres, aumentar o tempo de contribuição e a idade mínima para se aposentar. O que não pode é obrigar o brasileiro a contribuir por quase 50 anos para gozar de seu direito quando estiver à beira da morte, afinal, a expectativa de vida está pouco acima dos 70 anos.
É preciso encontrar o meio termo e estender a medida a todos, incluindo militares e políticos - principalmente os políticos. Caso contrário, quem vai continuar pagando o pato é o trabalhador, e sem perspectiva nenhuma de retorno.

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