Publicado em: 13/04/2017 15h40 - Atualizado em 13/04/2017 20h32

A próxima década

Marcelo Veras
O futuro não é uma caixa preta. Isso está provado desde a década de 1970, quando uma senhora chamada Faith Popcorn testou uma técnica de predição e lançou um relatório com tendências para o ano 2000, quase 30 anos antes. Quem a chamou de louca, mordeu a língua quando a virada do século chegou, porque ela mandou 90% das suas previsões no meio do alvo.
Planejar significa "se preparar para qualquer empreendimento futuro seguindo roteiros e métodos determinados". É isso que consta nos dicionários. Ou seja, como costumo dizer nas minhas aulas, planejar significa "pensar e criar um futuro". Pensando e criando um futuro que queremos.
Há muitos que não gostam de planejar. Os latinos, nem se fala. Os brasileiros, então, odeiam. Somos o país do jeitinho. "Na hora, a gente dá um jeito". "Deixa a vida me levar, vida leva eu", como reza o famoso pagode. A tese de quem não gosta de planejar tem duas bases. A primeira, que o futuro a Deus pertence. Se eu não sei nem se estarei vivo amanhã, para que planejar os próximos 5 anos? A segunda é pior, e diz que planejar aprisiona. Quem planeja tem a vida ditada pelo tal planejamento. Duas justificativas péssimas.
Pois bem, no ano passado o Fórum Econômico Mundial divulgou um relatório chamado "Future of Jobs" (O futuro do trabalho). Nele, profissionais do mundo inteiro foram ouvidos sobre quais serão as competências mais demandadas e, portanto, valorizadas na próxima década (2020 - 2030). A lista traz 10 competências, por ordem de importância: Solução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de pessoas, empatia, inteligência emocional, bom senso e tomada de decisão, orientação para serviços, negociação e flexibilidade.
Está passando da hora de acontecer uma grande revolução na Educação, em todos os níveis. A sala de aula, praticamente a mesma desde o século XIX, precisa mudar. O papel do professor, idem. E, por fim, a nossa postura como profissionais também. Basta olhar um pouquinho para o futuro próximo e ver que em breve teremos 8 bilhões de habitantes no planeta e uma expectativa de vida que vai bater 100 anos para saber que teremos um problema ainda maior com alimentação, água, lixo, moradia, saneamento, intolerância religiosa, terrorismo, trabalho, entre outros. Para resolver essas questões, as competências listadas na pesquisa, principalmente as três primeiras serão as mais valorizadas. E você? Como vai fazer para desenvolvê-las e para oferecê-las ao mercado de trabalho? Até o próximo!
*Marcelo Veras é presidente da Inova Business School e especialista em Gestão de Carreiras

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