Publicado em: 07/04/2017 13h12 - Atualizado em 07/04/2017 17h31

Projeto Percurso Histórico de Indaiatuba

Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus é Superintendente da Fundação Pró-Memória e Doutor em História Cultural e Pesquisador da Unicamp/IFCH

Terminei a coluna passada apresentando um de nossos projetos que é a confecção de Guias e Cartilhas Patrimoniais com vistas à educação patrimonial, prática essencial para construção de cidadania. No entanto, tal proposta está ligada a algo maior: a ideia de propor uma possibilidade de percurso histórico para Indaiatuba.
O projeto Passeios da Memória, promovido em parceria entre Secretaria da Educação, já faz algo semelhante ao visitar a Igreja da Candelária, Casarão Pau Preto, Museu da Estação Ferroviária, entre outros bens da cidade. No entanto, o que pretendemos é algo maior e voltado para todas as idades e que pode ter uma grande amplitude, refletindo-se não só na educação patrimonial e preservação do Patrimônio Histórico, mas também incentivando os ramos do Turismo, da Cultura e da Preservação Ambiental.
A ideia é propor várias possibilidades de percursos que podem se intercruzar como, por exemplo, percursos das fazendas, das estações ferroviárias, do centro histórico urbano, do patrimônio ambiental, circuito religioso, dos museus, entre outros. Para tanto, o intuito é, antes de tudo, construir um guia que possibilite o leitor a percorrer esses vários percursos, acompanhado do histórico e características arquitetônicas do bem.
Desta forma o guia poderá ser utilizado de forma pedagógica também. Outra iniciativa é inserir em cada bem o chamado QR Code, um código de barras bidimensional que pode ser facilmente escaneado usando a maioria dos telefones celulares equipados com câmera. Esse código é convertido em texto (interativo) que estará na página da Fundação e que dará informações sobre o próprio bem e que terá um link para os vários percursos que ele possa a vir a integrar.
Ou seja, por exemplo: a Igreja Candelária pode integrar ao percurso do Centro Histórico e ao percurso religioso. O Casarão Pau Preto pode estar presente no percurso do Centro Histórico, das Fazendas e dos Museus. Neste último juntamente com o Museu da Água, Museu da Estação e o Centro de Memória de Helvetia. Já a Estação Ferroviária pode estar integrada aos percursos, Ferroviário, do Centro Histórico e a dos Museus.
Além do que, podemos colocar totens em pontos chaves da cidade que, por meio do QR Code, podem direcionar os usuários para tal plataforma. Proposta interativa e moderna, utilizada nos principais países da Europa, mas que deve estar ligada a uma iniciativa conceitual patrimonial maior, já citada aqui, mas que vou discutir de uma forma mais detalhada na próxima coluna, ou seja, o Museu de Território.

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