Publicado em: 07/04/2017 12h21 - Atualizado em 07/04/2017 20h13

Quando o excesso incomoda

A Câmara Municipal aprovou, na semana passada, o projeto de lei que proíbe a soltura de fogos em Indaiatuba. A medida acompanha outras cidades que foram vanguardistas nessa decisão e que atendem, principalmente, a um pedido dos defensores dos animais que, afinal, são os que mais sofrem com os barulhos estrondosos que boa parte desses artifícios causam.
A proposta vem com a ideia de preservar tanto a saúde das pessoas quanto dos animais e pode causar multa a quem descumprir a norma - que, agora, vale para qualquer ocasião e não mais em lugares fechados ou eventos com palco, como a lei anterior que foi sancionada após o trágico acidente da Boate Kiss, no Rio Grande do Sul, em 2013.
A principal preocupação apontada na propositura é com os idosos, principalmente os que sofrem de problemas cardíacos, pois têm suas vidas colocadas em risco por conta dos fogos, mas sem esquecer de crianças, pessoas doentes e animais, principalmente os cachorros, que podem sofrer ataques, vindo a óbito, e alguns fogem, por desespero ao ouvir o barulho.
Mas não só isso deve ser levado em consideração quando se fala de fogos de artifícios e rojões. O perigo para quem solta e quem está em volta é claro. Há muitos casos de pessoas que foram mutiladas por fogos que explodiram. Casas podem pegar fogo e até mesmo uma grande tragédia pode ser atribuída a esse tipo de "atrativo", como a da Boate Kiss, onde 242 pessoas morreram.
O "espetáculo" é milenar, mas com toda a tecnologia adquirida hoje, seria possível encontrar uma forma para que as pessoas que gostam pudessem continuar a apreciar o show, mas sem afetar a todos esses prejudicados. Afinal, o excesso é sempre o problema.

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