Publicado em: 18/05/2017 16h18 - Atualizado em 19/05/2017 16h08

Vila Museu de Mértola

Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus é Superintendente da Fundação Pró-Memória e Doutor em História Cultural e Pesquisador da Unicamp/IFCH

Terminei a coluna passada destacando o papel de Mértola na gestão patrimonial a partir do conceito de Museu de Território. A cidade ao sul de Alentejo, próxima à fronteira da Espanha, recebe hoje ondas de turistas interessados em conhecer tal projeto, dado o sucesso de tal empreitada.
O histórico do projeto retoma os anos 1970, como fica claro por meio da apresentação do Museu no site: "(...) Quando em finais dos anos setenta do século passado foi iniciado o projecto que hoje chamamos Mértola Vila Museu, os seus objectivos não eram muito diferentes daquilo que agora, felizmente, é já um lugar-comum: envolvimento da população, numa tentativa de consolidar a sua identidade e contribuir para o desenvolvimento local. A grande opção de fundo do nosso projecto integrado foi também a aposta sobretudo na divulgação local que passa necessariamente pela musealização. Além da divulgação científica, codificada na sua linguagem própria e dirigida a um público especializado, falar claro e acessível é a única forma convincente de justificar localmente os trabalhos em curso, capaz de identificar as mais fortes referências culturais e, por conseguinte, consolidar potenciais endógenos. Na dinâmica museográfica não só se difundem os resultados de uma forma mais eficiente pelo público em geral, sobretudo o local, como se torna possível atrair outro tipo de visitantes, desde que esta oferta seja devidamente divulgada. Assim Mértola foi-se tornando um conhecido destino de turismo cultural. Estes visitantes procuram não tanto exotismo ou espaços monumentais, e sim um projecto dinâmico e ambicioso que, numa zona isolada e longe dos grandes centros, conseguiu envolver a população local, construindo propostas científicas e museológicas de grande qualidade". (disponível em: http://museus.cm-mertola.pt/actividades/actividades.php. Acesso em 20/dez/2016).
No primeiro dia, quem me recebeu de forma muito receptiva foi a dra. Suzana Gomez Martinez, pesquisadora da Vila e professora da Universidade de Algarve, que me explicou e me mostrou os vários polos museológicos da cidade, dentre eles as próprias escavações arqueológicas (cemitério mouro, cristão e romano em um antigo templo) e a arquitetura da cidade (entre elas casas de taipa, um castelo medieval, uma mesquita que virou igreja e uma igreja paleocristã), que como em Évora, ficam "expostas", mas de forma muito mais didática, com placas explicativas, funcionando como verdadeiros acervos museológicos a céu aberto, distribuídos pela pequena cidade. Diante de tudo isso, que acompanhei de forma interativa, achava que tinha esgotado as surpresas. Ledo engano.

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