Publicado em: 29/06/2017 15h27 - Atualizado em 30/06/2017 21h21

Consideração e Educação

"Tenha sempre o tamanho do cargo que ocupa"
Você não é palestrante e não vive disso, mas de vez em quando é convidado para ministrar uma palestra sobre um tema que domina. Sempre que a agenda permite, você aceita e vai, principalmente quando percebe que pode ajudar alguma entidade que faz um trabalho legal ou que o público precisa do conteúdo e não teria como pagar. Na média, 90% das palestras que ministra são gratuitas. E você faz isso com prazer.
Com três meses de antecedência, você é convidado para mais uma, dessa vez em uma entidade de classe importante, numa cidade que fica a 200 quilômetros de onde reside. O convite é feito pelo diretor geral da entidade, deixando claro que a entidade não tem verba para pagar a palestra e nem cobrir as despesas de viagem, mas que a sua presença seria muito importante no evento e que todos os membros da entidade se beneficiariam muito. Como quase sempre, para ajudar e contribuir, você aceita. No dia, com quatro horas de antecedência você pega o seu carro e se dirige para a cidade, com o tempo calculado para chegar com 1 hora de antecedência. Ao chegar, percebe que o GPS lhe levou para um endereço estranho e que ali não tem uma casa de eventos. Você pega o telefone e liga para o diretor que o convidou, o qual, cordialmente, lhe deixou seus contatos para qualquer eventualidade. O telefone não atende. Você usa outras ferramentas de busca e, por fim, encontra o endereço correto pelo programa no GPS e chega ao local. O lugar ainda está meio vazio, até porque você chegou com 1h15 de antecedência. Você abre seu computador e fica ali trabalhando e respondendo alguns e-mails. A ligação não é retornada.
Pouco antes do horário, alguém chega e se apresenta. Trata-se de uma pessoa da equipe da entidade. Ela lhe diz que o diretor que o convidou não poderá vir ao evento e que ela irá lhe apresentar aos demais. Você diz: "Tudo bem, sem problemas". As pessoas começam a chegar e, no horário combinado, você começa a sua palestra. Ao final, você recebe os agradecimentos dessa pessoa, do público, pega o seu carro e retorna para casa, tarde da noite, após mais 2 horas de estrada. Missão cumprida. Promessa feita, promessa cumprida. Três dias depois, por acaso, algo lhe cai à consciência. O diretor da entidade, que lhe convidou para o evento, insistindo que a sua presença seria muito importante e relevante, que lhe convenceu a ir lá sem receber nada (nem as despesas de combustível e pedágio), não lhe informou que não estaria presente, não atendeu a sua ligação quando você estava tentando achar o endereço, não esteve presente no evento e mesmo depois de três dias, nem sequer lhe telefonou para agradecer. Nem mesmo um e-mail de agradecimento.
Minha pergunta: O que você acha dessa história? Legal, não? Pois bem, ela é real e aconteceu recentemente com essa pessoa que vos escreve. E trago aqui para que você veja como existem pessoas que são um leão para pedir e um gatinho para agradecer. Me diga, por favor, o que custava um telefonema ou um e-mail avisando que não estaria presente? O que custava um e-mail ou um telefonema agradecendo? Nada. Mas, infelizmente, a vida e a carreira estão cheias de pessoas assim. Repito, leões para pedir e gatinhos para agradecer. E olha que neste caso estou falando de um diretor. Pode, produção?
Que este caso fique como aprendizado para nós e mostre que ter o tamanho certo para um cargo significa, entre outras coisas, dar bom dia ao porteiro da empresa, agradecer à equipe de limpeza que mantém o nosso banheiro limpo e agradecer quando alguém nos ajudar em algo. Até o próximo!

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