Publicado em: 07/06/2017 15h26 - Atualizado em 09/06/2017 16h09

Os três erres

Paulo Antolini é psicólogo, psicoterapeuta, practitioner de programação neurolinguística, administrador e consultor de empresas. Fones: (19) 3834-8149 / (19) 99159-2480 Email: paulo.salvio@terra.com.br

Temos falado insistentemente sobre buscar atingir uma vida mais equilibrada e repleta de alegrias, caminho que nos leva aos intensos momentos de felicidade. Fazer por valorizar o que se possui e a partir de então buscar a conquista do que se quer alcançar.
Em conversa com pessoas próximas, ao se queixarem de que suas vidas estavam "uma rotina só", refletimos sobre o que entendiam como rotina. De maneira rápida responderam ser tudo que ocorre da mesma forma. Sim, rotina é tida como a repetição constante do que se faz.
Todos os dias dormimos, todos os dias almoçamos e jantamos, nos banhamos e muitas outras coisas, porém nem por isso é ruim ou desagradável. Professor e palestrante, formado em teologia e de grande projeção, Mario Sérgio Cortella faz uma excelente distinção entre rotina e monotonia, colocando esta segunda, ai sim, no contexto dos desagrados e insatisfações. A monotonia é a falta de variação dos tons. Imaginem a torneira da pia a pingar sempre no mesmo tempo e emitindo o mesmo som da gota a cair em vasilha já cheia de água. Após algum tempo é torturante. Então não é a rotina que deve ser combatida, mas a monotonia que se imprime dentro dela. Eis que o primeiro erre não é o que se costuma dizer ser.
O segundo erre, de rigidez, revela a falta de flexibilidade com que as pessoas se colocam frente a vida. Aqui vale lembrar o quanto as pessoas dizem querer coisas diferentes, mas que fazem sempre as mesmas coisas. Não se possibilitam mudanças, alterações nas formas de ser e quando elas ocorrem, independente de suas vontades, eis que se rebelam, demorando grande tempo para se adaptarem às novas situações.
Completando, o terceiro erre se apresenta, e muito colado ao segundo: a reatividade. Ser reativo é ser resistente ao que surge, dificultando então qualquer possibilidade de que as coisas, as situações ocorram harmoniosamente.
Rotina com monotonia, sem ver encanto, beleza. Rigidez por se colocar inflexível e por inseguranças pessoais achar que tem que ser de um jeito só, reatividade que expressa o incomodo que mudanças acarretam geram insatisfações e infelicidades. Trazem mau humor e irritabilidade.
Até a vida de um aventureiro tem rotinas. O inesperado a cada momento é a rotina dele. Um dia cansa.
A rigidez impossibilita a flexibilidade que a vida nos exige a cada momento.
A reatividade impede a abertura para o que surge de novo.
Os três erres alimentam um peso interno, onde o fluir da vida se "enrosca" nas quinas dos "entulhos" existentes e mantidos pelas tentativas de que tudo seja estático e imutável, ilusão dos que não percebem a luta inglória que se propuseram.
Sem falar da incoerência existente ao se queixar das rotinas e também das mudanças. Ops!!! O que realmente se quer?
Quando nos propomos a viver a vida com a responsabilidade de nossas escolhas em nossas mãos fica mais fácil a aceitação de que podemos sim navegarmos seguindo nossas rotas, porém sem nos debatermos contra o balançar das ondas.
Facilita o nosso viver inclusive com o meio em que nos encontramos. Fica mais fácil a compreensão e aceitação das diferenças existentes sem que elas representem a falta de respeito a cada um de nós.
Passamos a viver então um outro erre. O erre de Realizações.

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