Publicado em: 14/06/2017 14h55 - Atualizado em 16/06/2017 16h31

Dar cor à vida

Paulo Antolini é psicólogo, psicoterapeuta, practitioner de programação neurolinguística, administrador e consultor de empresas. Fones: (19) 3834-8149 / (19) 99159-2480 Email: paulo.salvio@terra.com.br

Ela estava radiante. Dia nublado, ameaça de chuva muito em breve, iria alcançá-la enquanto ainda estava na rua. Sua saída tinha sido para resolver um problema em sua conta bancária. Haviam cometido um erro de lançamento que zerou seu saldo, deixando-o devedor.
Gastou grande parte da manhã cuidando disso. Demorou para seu gerente aceitar que poderia ser um erro do banco e procurar o que realmente tinha acontecido. Ela relatou que ainda sentiu certa dó do mesmo, pois estava inconformado com sua queixa, e só após alguns reiterados pedidos que examinasse melhor os lançamentos que ele se dignou a fazê-lo. Descobriu o erro e muito constrangido se desculpou, pelo banco e por ele mesmo, por não ter acreditado nela desde o começo.
Seu relato, contando o quanto chegou encharcada em casa e rindo, foi admirável.
Em nenhum momento demonstrou preocupação com o ocorrido. Questionada ela disse que sabia estar correta e que isso seria corrigido. Sobre os contratempos que esse erro acarretou ela também disse que não adiantava ficar se lamentando, reclamando, então, no dia seguinte iria cuidar disso, não deixando que interferisse em seu bem estar. Estava focada em organizar a festa de aniversário de sua filha. Seria surpresa, então não podia deixar com que ela percebesse.
Para muitos é inconcebível estar radiante em dia nublado e com chuva, tendo se molhado todo e com mais o problema bancário. Para esses, mesmo um dia ensolarado é um dia sem cor.
Quantas vezes você percebe a cor do céu quando levanta? As cores das casas, das plantas, das vestimentas das pessoas? Algumas pessoas a quem foi perguntado sobre isso responderam "que diferença isso faz no meu dia a dia, o que isso irá contribuir para eu resolver meus problemas?".
Aquela senhora que se banhou em chuva, mas não só, pois se banha de otimismo e cores todos os dias, ela sabe muito bem o quanto a forma de olhar a vida contribui para o dia-a-dia. Já falamos que sempre haverá problemas para serem resolvidos. Sempre. Ela pertence ao time dos que entendem e aceitam isso, olhando com naturalidade a existência de obstáculos a serem ultrapassados e, portanto, podendo dedicar sua vida às coisas boas que a vida tem, e como ela diz, "se não tem, eu construo.".
O título deste texto foi uma citação sua. "Dar cor à vida!". Ela diz que diariamente nos é entregue uma folha com desenhos para serem coloridos. Com pequenas mudanças, os desenhos são semelhantes para todos. As cores e tons que serão usados para colori-los é que faz toda a diferença.
Lembrei-me de Dona Jandira, senhora de quase sessenta anos e que sempre se vestiu de preto e cinza, só variava os tons. Um dia sua nora deu-lhe várias blusas de cores mais vivas. Ela inicialmente se estranhou muito usando essas roupas, mas percebeu uma mudança interna, descobriu uma energia que não sentia antes, e tudo ficou mais alegre em sua vida. Descobriu que com seu sorriso estampado, as pessoas que a cercam passaram também a serem mais amistosas e carinhosas.
Para os que não acreditam que situações externas possam alterar o estado de humor, basta se imaginarem em dois ambientes distintos: o primeiro desarrumado e em penumbra. O segundo com tudo organizado, boa iluminação e ventilação. Qual é o mais aconchegante? Em qual deles você quer permanecer? Feita sua escolha, pegue os pinceis da vida e comece a colorir sua "novas páginas" e daqui para frente, não deixe que falte cor, seja em que situação for.

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