Publicado em: 19/07/2017 14h27 - Atualizado em 21/07/2017 16h43

Relacionamentos amigáveis

Paulo Antolini é psicólogo, psicoterapeuta, practitioner de programação neurolinguística, administrador e consultor de empresas. Fones: (19) 3834-8149 / (19) 99159-2480 Email: paulo.salvio@terra.com.br

Após doze anos de casados, eis que um deles pediu a separação. Aqui não importa se ele ou ela, pois o que vem a seguir ocorre com qualquer um deles tendo tomado a iniciativa. A convivência estava difícil, sem nenhuma harmonia e, portanto, sem condições de continuarem.
Dois filhos, um de nove anos e outro de quase sete anos. Já apresentavam reflexos das brigas do casal. Estavam indo mal na escola, o menor se fechou e era constantemente surpreendido pelos cantos com lágrimas nos olhos. Quando questionado, dizia que não era nada e procurava sair de perto de quem perguntou. O maior, este estava agressivo com os colegas e também com a professora. O comportamento não era normal aos dois.
Após a separação, ainda muito ressentimento da parte de quem não queria a separação, iniciou-se um movimento de queixa para os filhos sobre o outro. Para eles foi a "gota d'água", o menor só chorava e o maior brigava com todos, inclusive pai e mãe.
Chamados para uma conversa sobre o que estava acontecendo, ficou claro a pratica da alienação parental, termo jurídico que indica o ato de um dos pais tentar ou mesmo conseguir influenciar os filhos contra o outro.
Nesse caso em específico não foi necessário nenhuma interferência judicial, pois o responsável percebeu de imediato que era sua atitude que estava aumentando em muito a já natural dificuldade dos filhos quando da separação dos pais.
Quando uma pessoa está magoada tem a tendência de dar vazão à sua dor através da queixa e da reclamação sobre o outro. Isso não ocorre apenas nas relações afetivas, mas em qualquer tipo de relação.
É necessário se ter o equilíbrio e a consciência que nem tudo acontece como se quer e nem por isso a outra parte perde seu valor. Não concordar não representa ter à sua frente um (a) bandido (a), e muitas vezes essa não concordância não permite que sigam caminhos juntos.
Casal recém separados e sem filhos procuraram a terapia não para reatarem, mas para poderem eliminar as magoas e terem um relacionamento amigável, mesmo não vivendo os mesmos meios sociais. A possibilidade de se encontrarem era remota, mas ela disse: "Precisamos limpar as magos e ressentimentos para que nossas lembranças um com o outro sejam as melhores".
Quando da existência de filhos, esses laços serão eternos, pois o casal se separa, mas os filhos continuam pertencentes aos dois. Se há amor pelos filhos, só isso deveria ser o suficiente para que cada um deseje que haja paz entre os dois, pois isso beneficiará em muito os filhos.
Se ocorreu a separação, que cada um viva sua vida e não aumente a dor daqueles que amam aos dois. Pensem nisso.

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