Publicado em: 26/07/2017 14h35 - Atualizado em 28/07/2017 16h05

Quando você se acha o máximo

Paulo Antolini é psicólogo, psicoterapeuta, practitioner de programação neurolinguística, administrador e consultor de empresas. Fones: (19) 3834-8149 / (19) 99159-2480 Email: paulo.salvio@terra.com.br

Conhece alguém que sempre que se encontram ele ou ela é o melhor? Que lhe elogia e demonstra reconhecimento, mas em seguida relata algo que suplanta em muito o que você acabou de contar?
Pois é! Eis uma pessoa cuja autoimagem e consequente autoestima se encontram em grande baixa. Sua aparente superioridade esconde seu inverso, a inferioridade, que o corrói a cada momento. Sua persistência e determinação estão suportadas pelo não poder parar, pois se o fizer tudo ruirá.
Rapaz jovem, trinta e poucos anos e já dono de várias empresas, apresenta-se à sociedade como o modelo de empreendedor de sucesso. Mudou-se para excelente e caro condomínio, casa com a decoração feita sob encomenda, carros caros e do ano, conversa alegre e sorriso solto. Tudo indicava o bem viver e com grande facilidade.
Até que não foi mais possível o empurrar os pagamentos que vinha fazendo através dos jogos bancários, empréstimos, depois descontos de duplicatas e por fim, atraso nos pagamentos a serem efetuados.
O belo mundo começou a ruir. Obrigado a desfazer
se dos carros, mudar para condomínio mais acessível e outros cortes em seus gastos, seu brilho se apagou por completo. O homem alegre e sempre brincalhão deu espaço para um ser apagado e quieto, taciturno. Sua melancolia é nítida e impossível de esconder. Para quem tem coragem de perguntar o que houve, tem sempre uma resposta evasiva de algum mal estar. Para os mais íntimos e que conhecem sua história, tem sempre o "mas também", o que significa continuar a jogar para o mundo a responsabilidade de seus atos.
São pessoas com grandes predicados, ótimas qualidades, porém que não se reconhecem pelo que são. Só pelo que podem ter e mostrar. Só veem valores no externo e não no interno, aquilo que realmente são.
A tristeza para essas pessoas é que não percebem que se olharem para si mesmas e forem naturais e espontâneas, rapidamente conquistariam espaços no mundo, pela real manifestação de suas capacidades e podem ter certeza, elas as têm, e muitas.
Quando se veem fora do mundo ilusório que construíram com suas megalomaníacas realizações, muitos se desesperam e dão à suas vidas um fim trágico: o suicídio. Outros perdem totalmente o interesse pela vida e embora não ajam pelas piores consequências, se apagam e passam a ter uma existência que se arrasta, sem brilho e sem sabor. Vivem apaticamente, o que expressa a depressão em que se encontram. Já falamos sobre a origem emocional das depressões: a não aceitação do momento presente, o ressentimento pelo que perderam e já não possuem mais, seja materialmente ou não.
Essas pessoas necessitam de muita ajuda. Da família e amizades, o reconhecimento como ser humano que são e de suas verdadeiras qualidades.

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