Publicado em: 11/08/2017 14h38 - Atualizado em 11/08/2017 22h40

Caixa cria linha de crédito para loteamentos

Produlote é pioneira no Brasil, e destinada à produção de lotes urbanizados e desenvolvimento

Luciano Rodrigues
Werner Münchow A modalidade de crédito da CEF tem orçamento de R$ 1,5 bilhão para contratação imediata
O cenário imobiliário perdeu força nos dois últimos anos, porém, de acordo com especialistas, até 2014, o saldo era positivo. No entanto, agora, com a nova linha de crédito da Caixa Econômica Federal (CEF), lançada na última terça-feira, especialmente para a produção de lotes urbanizados e desenvolvimento urbano, as empresas poderão encontrar mais facilidades para concretizar novas unidades de loteamento.
A nova linha de crédito Produlote primeira linha de crédito do País neste segmento, tem orçamento de R$ 1,5 bilhão para contratação imediata. A modalidade já está disponível e destina-se a apoiar as empresas urbanizadoras e loteadoras na produção do loteamento urbano com faturamento fiscal anual superior a R$ 15 milhões. Os empreendimentos devem estar inseridos em área urbana e possuírem autorizações emitidas pelo poder público municipal e/ou estadual. Também são necessárias as autorizações das concessionárias e órgãos do meio ambiente, na forma da Lei 6.766/1979.
Jair Italiani, gerente de marketing da Exsa Desenvolvimento Urbano, falou à Tribuna sobre a novidade, e fez uma análise da situação. "Essa é uma reivindicação antiga do setor da construção civil que, ao meu ver, já veio tarde. Que existe demanda para essa oferta, isso é fato. Mas também existe a grande máquina da burocracia que emperra tudo nesse País. É só ver o quanto é burocrático conseguir um financiamento na própria Caixa para construir. Vai ser diferente para comprar um lote? No atual modelo a pessoa compra sem comprovação de renda, sem burocracia. O imóvel adquirido é a própria garantia. É preciso conhecer bem as regras para saber se essa medida vai ser o que promete", explica.
Questionado se a nova linha de crédito da CEF pode reaquecer o mercado da construção civil, Italiani disse que tudo vai depender da economia, e não necessariamente da medida. "Depende, já que os juros praticados são os de mercado. Se você tomar como base que a inflação esteve em 2,71% nos últimos 12 meses (a menor desde 1999), a taxa Selic em 9,15%, com perspectiva de cair mais um ponto nesse mês, e os juros do cheque especial, por exemplo, em 322% ao ano, justamente porque a inadimplência está alta, não tem como imaginar que financiar loteamentos vai dar um refresco para o mercado. Não tem milagre. Na minha opinião, estão tentando criar uma agenda positiva, fazer o cidadão ter a falsa sensação de que as coisas estão melhorando e que ele vai ter alguma vantagem nesse cenário caótico", analisa o gerente.
Primeiro imóvel
Já Sidnei Mendes da Cruz, proprietário da Sidney Negócios Imobiliários, falou à reportagem que vê com bons olhos a iniciativa do banco, e que toda ação que o governo fizer para aumentar o crédito e baixar os juros será bem recebida pelo mercado. "A consequência disso são os investidores que devem voltar, e consequentemente dar fôlego e geração de empregos no ramo imobiliário", destaca. Ele comenta ainda que a nova modalidade poderá facilitar a vida de quem quer comprar o primeiro imóvel.
A nova linha de crédito está disponível desde a última terça-feira e destina-se a apoiar as empresas urbanizadoras e loteadoras na produção do loteamento urbano com faturamento fiscal anual superior a R$ 15 milhões. Os empreendimentos devem estar inseridos em área urbana e possuírem autorizações emitidas pelo Poder Público Municipal e/ou Estadual. Também são necessárias as autorizações das concessionárias e órgãos do meio ambiente, na forma da Lei 6.766/1979.
O contrato é assinado após análise do projeto, da empresa e dos tomadores do crédito, e a liberação das parcelas do financiamento é feita em conformidade com o cronograma físico-financeiro da obra e após a medição pela Caixa. O prazo da obra é de até 24 meses; a empresa possui mais seis meses de carência pós-obra e outros 48 meses para quitar o financiamento.

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