Publicado em: 11/08/2017 14h44 - Atualizado em 14/08/2017 09h39

Pai de coração: história de dedicação e amor

Com três filhos biológicos, Edivaldo adotou outras três crianças e se declara muito mais feliz

Luciano Rodrigues
Em homenagem ao Dia dos Pais, a Tribuna preparou duas reportagens especiais que mostram o amor, a dedicação e a generosidade paternas. A primeira delas é a de Edivaldo da Silva, residente no Bairro Jardim Morada do Sol que, junto à esposa Terezinha A. Barbosa, adotaram três crianças em espaços de tempo diferentes.
O primeiro a chegar foi Admilson F. de Paula, que na época tinha 11 anos de idade, e agora está com 40. O segundo foi Willian Rodrigo Leopoldino, adotado pelo casal com apenas um mês de vida, e que atualmente tem 25 anos. O mais novo é Pedro Henrique Moreira, que também chegou ainda bebê à família de Edivaldo. Ele é uma criança especial de 13 anos. O pai adotivo descreve o menino como sendo adorável e diz também que conversar com ele é maravilhoso. "É um aprendizado para a gente", fala Edivaldo, mostrando uma pequena lembrança feita por Pedro Henrique, na escola, em homenagem ao Dia dos Pais.
Muitos casais adotam crianças por não poderem ter filhos biológicos, mas esse não foi o caso do casal, que gerou Luana Priscila B. da Silva, 30 anos; Danilo Fernando B. da Silva, 29 anos e Carlos Eduardo B. da Silva, 40 anos. Os filhos biológicos e adotivos tornaram a família feliz e numerosa, segundo Edivaldo. "Nunca fizemos distinção entre eles e a aceitação entre todos é plena, o convívio não poderia ser melhor", reforça.
Sobre a chance de que a vida lhe deu de ser pai biológico e adotivo, Edvaldo revela que isso o tornou melhor como pessoa. "É uma das maiores emoções ver todos eles vivendo em harmonia", resume. Ele comenta ainda que só não adota mais crianças devido às condições econômicas e à idade. "Se for para eu pegar e deixar sofrer, então eu não pego. Já apareceu, mas a idade já não ajuda mais", argumenta.
Terezinha acrescenta que gostaria de ser mais jovem e ter condições, assim abriria um espaço para cuidar de crianças. "Nós só temos esta casa, então não temos condições de fazer além do que já fizemos", diz ela. "Ainda bem que pudemos sempre contar com o apoio e generosidade de familiares e amigos", aponta.
Dificuldades
Uma das situações mais difíceis vivida pelos cônjuges foi quando sua filha esteve internada em Campinas, ocasião em que chegou Pedro Henrique. Ele tinha apenas um mês de vida e estava muito debilitado, com pouco mais de um quilo. "A mãe dele nos entregou ele aqui na porta de casa, e não podíamos acompanhar; fui ao mercado, peguei uma lata de leite e uma mamadeira e entreguei para uma sobrinha e falei: 'agora é com você', e fomos para o hospital. Quando chegamos, nem parecia a mesma criança - já tinha de tudo, até berço, toda a vizinhança ajudou", lembra Edivaldo.
Certa vez, foi solicitado ao casal que recebesse uma criança por um fim de semana; contudo, após três meses distante o pequeno sentiu falta do lar que o acolheu; e por fim, o sentimento de amor falou mais alto e o casal foi em busca de obter a guarda da criança, que já não conseguia mais ficar distante dos novos pais, assim como eles já não viam a casa sem o novo filho.
"Quando ele veio passar o fim de semana, a situação dele não era muito boa, e eu não deixei mais levar; o coração falou mais alto e hoje ele está aí já faz 20 anos", diz Edivaldo, com brilho no olhar.
Após várias experiências e dificuldades superadas, Edivaldo e Terezinha deixam uma mensagem aos leitores da Tribuna: "Aqueles que não conseguem ter filhos eu aconselho a adoção; não tem diferença, é um amor igual aos dos filhos biológicos, não tem explicação".
Edivaldo mostra bilhete de Pedro, um dos filhos adotivos Edivaldo mostra bilhete de Pedro, um dos filhos adotivos (Crédito: Werner Münchow)
O casal afirma que todos os filhos se dão bem, e que a família poderia ser maior, se tivessem mais condições de adotar O casal afirma que todos os filhos se dão bem, e que a família poderia ser maior, se tivessem mais condições de adotar (Crédito: Arquivo pessoal)

Homens buscam atividades freelancer para ficar com filhos

Arquivo pessoal Luiz Ribeiro hoje tem tempo para programas de lazer com a filha Isabel e a namorada Thaís
Trabalhar de casa costuma ser uma opção vantajosa para pais profissionais que, no Brasil, têm apenas cinco dias de licença paternidade - em sua maioria - e buscam uma boa alternativa para ficar mais tempo com a família, sendo uma delas, iniciar uma atividade como freelancer. Por isso, a plataforma de trabalho freelancer na América Latina, Workana, revelou em pesquisa o crescimento de 181% da atividade em 2016; e que 47% dos profissionais cadastrados no Brasil têm filhos.
Para os gestores da plataforma, a atividade home-office permite maior flexibilidade de horários e que os pais administrem seu tempo para poderem curtir mais os filhos. Luiz Ribeiro, morador de Sorocaba, tem 36 anos e atua há dois como freelancer na área de marketing; o principal fator que influenciou na escolha por trabalhar em casa foi para ficar perto de sua filha, Isabel, de dez anos. "Trabalhei por dez anos em agência de marketing e eventos em São Paulo, e o que me fez mudar para a atividade freelancer foi a falta de tempo para ficar com minha filha, uma vez que ela morava em Sorocaba com a mãe, e eu em São Paulo", lembra.
Luiz conta ainda que não conseguia acompanhar o crescimento da menina. "Não conseguia ser presente nos estudos e aprendizados do dia a dia da Isabel. Ao me tornar um freelancer, tenho mais tempo, além de qualidade de vida, pois trabalho em casa e tenho total flexibilidade de horários", revela.
Em relação à programação entre pai e filha, Luiz destaca as idas ao cinema e a jardinagem. "Sou apaixonado por plantas e ela também, já que me ajuda em todas as etapas, desde a escolha das plantas, até plantar e cuidar. Chega a dar nome para as flores", brinca o pai coruja.
Em um novo relacionamento, pois é separado, Luiz, afirma que a namorada e a filha se entendem muito bem. A Thaís tem um relacionamento espetacular com minha filha; é até difícil conseguir formatar uma programação somente eu e a Isabel, pois ela exige a presença da madrasta, a quem chama carinhosamente de Tatá", completa. Por fim, Luiz declara: "Hoje, Isabel brigaria comigo se eu mudasse de profissão ou método de trabalho. Ser freelancer nos aproximou, trouxe qualidade de vida para minha família e me colocou no papel de pai presente", finaliza Luiz.
Igualdade
Segundo o levantamento realizado pela Workana, 34% dos pais contam com ajuda externa para cuidar dos filhos, o que mostra que o perfil dos pais vem mudando e refletindo essa transformação no mercado de trabalho. "Isso se alia à busca dos profissionais pela harmonia entre vida profissional e pessoal e tem um efeito muito positivo, já que um pai que participa mais em casa proporciona mais liberdade para que a mãe também siga com sua carreira profissional", explica o cofundador da plataforma, Guillermo Bracciaforte.

Veja Também:

Comentar


Mais lidas
Filmes em cartaz
  • VALERIAN E A CIDADE DOS MIL PLANETAS
  • MALASARTES E O DUELO COM A MORTE
  • O REINO GELADO - FOGO E GELO
  • PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA
  • O FILME DA MINHA VIDA
  • DUNKIRK
  • EM RITMO DE FUGA
  • TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO
  • CARROS 3
  • D.P.A - DETETIVES DO PRÉDIO AZUL
  • HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR
  • MEU MALVADO FAVORITO 3