Publicado em: 11/08/2017 16h28 - Atualizado em 11/08/2017 22h40

Pensamento crítico

Da Redação
Recentemente, o Fórum Econômico Mundial divulgou uma pesquisa que apresenta as dez competências as quais, segundo empregadores do mundo inteiro, serão as mais valorizadas nos profissionais na próxima década. A pesquisa chama-se "The Future of Job" (O futuro do trabalho). Ao analisar a lista, há duas lições muito claras e, ao mesmo tempo, muito duras para todos nós, principalmente para a escolas. Já comentei, por cima, a lista de competências em um artigo recente, mas, hoje, quero me concentrar em uma delas - o pensamento crítico. Ela ocupa o segundo lugar da lista.
Trocando em miúdos, ter pensamento crítico significa ser uma pessoa questionadora, reflexiva e que se faz frequentemente duas perguntas: Por quê? e Por que não? Essa competência é pouco desenvolvida nas escolas. Aliás, o modelo de escola atual, com raríssimas exceções, prega exatamente o contrário. Força seus alunos e se vestirem da mesma forma, aprenderem da mesma forma e se comportarem da mesma forma. Quem sai muito da linha e é muito questionador, é mais punido do que premiado. E olha que loucura, pois o mercado de trabalho está pedindo exatamente o contrário.
A falta dessa competência, além de limitar a criatividade e o poder de se transformar o mundo, gera outra mazela ainda pior: as pessoas costumam fazer análises rasas de tudo, o que acaba desembocando em conclusões erradas e precipitadas sobre os fatos que acompanham. As redes sociais estão cheias de exemplos de avalições equivocadas, opiniões sem convicção e coisas do gênero. É muito interessante (e triste) ver que pessoas sem esta competência são facilmente manipuladas, porque ao não avaliar as coisas com pensamento crítico, embarcam em qualquer ideia que lhes vendem. Um exemplo: Há muita gente que diz que o mundo está cada dia mais violento e perigoso. Notícias de assaltos, atentados terroristas, entre outros, passam a sensação de que o mundo está mais perigoso e a caminho de um colapso. Já vi pessoas desesperadas na internet dizendo que o fim está próximo e que o mundo não tem mais jeito.
Vamos aos números, deixando a emoção de lado? Pois bem, na idade média mais ou menos 15% da população mundial morria por ano em guerras. Isso se perdurou por muitos séculos. Hoje, esse número é inferior a 1%. Morrem aproximadamente 60 milhões de pessoas por ano. Dessas, 600.000 por algum tipo de violência (1%). Dessas, 200.000 morrem em guerras e 400.000 morrem por outros tipos de violência. Em contrapartida, 800.000 pessoas cometem suicídio por ano e 1,5 milhão de pessoas morrem de diabetes. Conclusão? O açúcar mata mais do que a pólvora. Esses dados são do livro "Homo Deus - uma breve história do amanhã", do mestre Yuval Harari. E dados como este mostram que, às vezes, nós nos deixamos levar por ondas falsas ou limitadas, exatamente quando não exercitamos o nosso pensamento crítico.
Portanto, a minha dica de hoje diz respeito a essa competência. Invista no seu desenvolvimento. Pergunte-se mais "Por quê?" e "Por que não?". Não acredite em tudo que lê ou ouve. Pesquise, avalie outras opiniões, busque dados concretos e não boatos. Isso vai lhe deixar mais lúcido e mais preparado para os desafios do futuro. Até o próximo!

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