Publicado em: 09/08/2017 18h40 - Atualizado em 11/08/2017 17h55

Malasartes resgata malandro caipira com efeitos especiais

Longa foi idealizado há 30 anos pelo diretor e roteirista Paulo Morelli

Da Redação
O cinema nacional inicia o segundo semestre de 2017 apostando em gêneros diferentes, e o longa Malasartes e o Duelo com a Morte, que estreou na última quinta-feira, traz a comédia rural, uma vertente do humor de grande sucesso no passado.
Contudo, o filme traz uma inovação, já que 50% da produção foram feitos com o auxílio da computação, trazendo efeitos visuais para o cinema brasileiro e a magia para o mundo de Malasartes. Mais de cem pessoas estiveram envolvidas na pós-produção, que foi idealizada pelo diretor e roteirista Paulo Morelli (Cidade dos Homens - O filme), há cerca de 30 anos.
A trama é protagonizada pelo ator Jesuíta Barbosa, que revive a tradição de sucesso nas telas, imortalizada na atuação de Amácio Mazzaropi, representante no cinema da cultura caipira. No longa de Morelli, Malasartes surge como um malandro profissional, que tenta namorar Áurea (Isis Valverde).
Porém, o herói trapaceiro precisa lidar com Próspero (Milhem Cortaz), irmão da mocinha, que não quer que ela namore; e tem de enfrentar a Morte encarnada (Julio Andrade), a qual tenta, a todo custo, enganar Malasartes, já que pretende "tirar férias" e colocar o matuto em seu lugar.
Morelli conta uma história inédita envolvendo o personagem, pelo qual se apaixonou ao pesquisar o universo do folclore. Ele entrega no filme a figura do caipira ingênuo, mas malicioso e esperto o suficiente, em um cenário em que o mundo rural vai sumindo, dando lugar ao urbano.
Na visão do diretor, o Malasartes traz certa ingenuidade que entra em contraste com o cinismo contemporâneo. É como o malandro que existe no inconsciente coletivo nacional, porém, ainda assim um malandro de outro tempo, pois o personagem possui princípios.
O malandro
Embora se constitua em um personagem tradicional, baseado no folclore brasileiro, Pedro Malasartes tem origem muito antiga. Sabe-se que a primeira menção ao malandro caipira foi feita entre os séculos 14 e 15, não na literatura, mas em cantiga. Só mais tarde o personagem foi trazido às obras literárias.
Sobre o fato de um personagem tão famoso, só agora ter sido incorporado ao cinema, pode ser explicado pela inovação tecnológica, já que a técnica da computação gráfica conquistou seu avanço no País recentemente, retirando das páginas dos livros a fantasia que envolve Malasartes. Este fato manteve o roteiro engavetado desde os anos 1980.
O elenco de Malasartes é composto por Jesuíta Barbosa, Julio Andrade, Isis Valverde, Vera Holtz, Leandro Hassum, Augusto Madeira, Milhem Cortaz, Luciana Paes e Julia Ianina. Sob a direção de Morelli, o filme contou com a pós-produção da equipe da 02 Pós (da 02 Filmes, produtora de Cidade de Deus), que envolveu mais de cem pessoas no trabalho.
Mazzaropi imortalizou a cultura rural nas telas do cinema Mazzaropi imortalizou a cultura rural nas telas do cinema (Crédito: Geek)
Metade do filme foi feito com o auxílio da computação gráfica e busca trazer as fantasias do personagem da literatura Metade do filme foi feito com o auxílio da computação gráfica e busca trazer as fantasias do personagem da literatura (Crédito: Divulgação)

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