Publicado em: 02/08/2017 16h08 - Atualizado em 04/08/2017 19h24

Você é meu filho ou meu marido?

Paulo Antolini é psicólogo, psicoterapeuta, practitioner de programação neurolinguística, administrador e consultor de empresas. Fones: (19) 3834-8149 / (19) 99159-2480 Email: paulo.salvio@terra.com.br

Parece inacreditável, mas há relações entre mães e filhos onde os mesmos agem como se fossem os maridos e não os filhos. É diferente de quando com a ausência do pai, por morte ou afastamento, o filho assume o papel de "homem" da casa, onde procura se tornar o provedor e também aquele com quem a mãe conta nas decisões do dia a dia.
Normalmente quando se estabelece essa relação simbiótica, o filho passa a exercer um controle sobre a mãe, seus atos, suas decisões, enfim, passa a controlar a vida dela como nem quando marido se deve ter com a esposa.
Há uma característica marcante nessas ocorrências que é o fato desses filhos terem grande dificuldade de cuidarem de suas vidas, não só afetivas, mas, e principalmente, profissionais. Apresentam-se como "se não fosse eu o que seria de você", porém, não são capazes de terem uma vida própria saudável.
Quando muito, exercem algumas atividades que não são definitivas, ficando de trabalho em trabalho sem nunca sentirem que a atividade que estão exercendo está à sua altura ou pior, quando não se sentem à altura da atividade.
Essas mães passam a viver à mercê dos filhos. Deixam de ter vida própria e a tudo justificam o terem que cuidar desses filhos. Fechou-
se então o círculo. Os filhos dizem que precisam cuidar das mães, e elas que precisam cuidar dos filhos, cada um deles achando que o outro é incapaz de cuidar de si. Pois aí esta uma verdade. Na simbiose um corpo externo alimenta-se do outro. A dependência é mútua. A não percepção desse tipo de vínculo faz com que as relações sejam conflitantes e insatisfatórias. Os dois lados são não felizes.
Essas relações se formam desde épocas remotas, muito antes de se manifestarem em comportamentos explícitos. Para os reencarnacionistas, os que acreditam em vidas passadas, são ligações que veem de outras vidas. Porém o mais importante é o aqui e agora.
Independente de crenças é no aqui e agora que devemos nos ater, olhando os comportamentos manifestos e clarificando-os, fazendo assim uma depuração das relações existentes. É um grande desafio principalmente porque as duas partes se alimentam dessa formação. Portanto, elas, inconscientemente, não querem se modificar. Fato negado e contestado tanto pelas mães como pelos filhos.
Não alterar as formas de relacionamento é algo que hoje não mais tem sido cultivado. Há vários formatos de relacionamentos, todos podem ser válidos, desde que sejam profícuos e propiciem o crescimento dos envolvidos, trazendo bem estar e alegria, o que inevitavelmente leva à felicidade.

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