Publicado em: 23/08/2017 14h53 - Atualizado em 25/08/2017 18h05

Não me lembro agora

Paulo Antolini é psicólogo, psicoterapeuta, practitioner de programação neurolinguística, administrador e consultor de empresas. Fones: (19) 3834-8149 / (19) 99159-2480 Email: paulo.salvio@terra.com.br

Pedi "me de um tema para artigo" e ela respondeu "não me lembro agora, daqui a pouco.". Já pensaram quantas vezes damos esta resposta quando questionados em alguma coisa? Eis que aqui podemos olhar nossa dificuldade do pensar de imediato sobre algo e o buscar adiar, ganhando assim tempo para nos preparar.
É lógico que nem todas as vezes estamos fugindo de um refletir. Na situação acima ela estava indo concluir uma atividade que não deveria ser interrompida para essa reflexão. Com certeza esse tema solicitado virá em outro momento. Porém sua resposta me reportou às situações onde o não querer se fez presente. É o não quero pensar sobre isso agora ou sempre, não quero ter que acionar "meus neurônios" para isso. É a preguiça mental se manifestando.
Jovens se dedicam aos jogos eletrônicos onde a agilidade motora e reflexos instintivos falam mais alto que a necessidade do pensar. São extremamente hábeis nos aspectos motores de seus corpos, porém preguiçosos no que lhes é solicitado pensar.
O deixar de pensar no momento em que se poderia fazê-lo é uma forma de procrastinar, de "empurrar com a barriga" o que deveria e poderia ser feito agora. Mas em que estamos utilizando nesse momento nossa capacidade de raciocinar?
A mente preguiçosa "navega" em retalhos de pensamentos, pulando de um para outro, sem que se tire conclusão alguma. Fica preenchida por informações não uteis e que vieram de fora para dentro, não passando pelo crivo da análise, da reflexão.
Provas disso estão nas inúmeras mensagens mentirosas recebidas pelos meios eletrônicos, como whatsApps e Facebooks, mensagens que recebidas causam reações emocionais e que, sem nenhuma verificação de suas veracidades, são imediatamente repassadas, ampliando geometricamente a divulgação do inexistente, da mentira e do inútil.
"Não me lembro agora" pode ser substituído pelo "deixe-me pensar.". Pessoas que têm o hábito de pensar constantemente são consideradas por muitos como sendo chatas, avaliação incorreta, pois elas apenas não dizem qualquer coisa, mas brincam também, com a diferença que suas brincadeiras não ferem e nem ofendem, pois por serem conscientes sabem as consequências que podem desencadear. Essas pessoas raramente dirão "não foi minha intenção.".
Antes de terminar este artigo minha solicitação foi atendida, pois ela ao terminar o que precisava fazer veio e me disse: "Por que você não escreve sobre...", e em breve vocês estarão lendo a importância de não se falar tudo o que ocorre consigo, pois poderá virando assunto para terceiros, normalmente fomentará a fofoca. Não falar, mas ao mesmo tempo poder expressar o que sente e lhe incomoda.
Vamos deixar de utilizar o "não me lembro agora" como substituto do "não quero pensar."! Podemos e devemos "puxar pelo raciocínio, pela memória!

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