Publicado em: 21/09/2017 15h48 - Atualizado em 26/09/2017 21h20

As competências da próxima década - parte IV

"Ser criativo é conseguir fazer conexões incomuns" (Tadeu Brettas)
Vamos à terceira competência da lista das dez que mais serão valorizadas na próxima década? Esta, de tão importante na atualidade, pulou de 10º lugar para 3º em relação à última pesquisa do Fórum Econômico Mundial. Chama-se "Criatividade" - a capacidade de fazer conexões incomuns, pensar em coisas novas que ninguém pensou e dar soluções simples para problemas aparentemente (ou realmente) complexos.
Quando pensamos no nosso modelo educacional, principalmente aqui no Brasil, há um abismo entre a forma como nos preparam a essa demanda. O desenvolvimento dessa competência pressupõe liberdade de pensamento, diversidade, foco em problemas reais, questionamento contínuo (pensamento crítico), colaboração e repertório amplo. Enquanto isso, muitas escolas estão 100% focadas em conteúdos encadeados, uniformização de comportamentos (e até de vestimentas), organização militar de pessoas (filas indianas, uniforme, horário para banho de sol, etc) e, o pior de tudo, foco fundamental em retenção de conteúdos para "vomitar" depois numa prova ou num vestibular. Em outras palavras, um desserviço prestado voluntariamente contra a criatividade.
Este século tem sido impiedoso com pessoas e empresas não criativas. Tradição, embora ainda um pouco importante, está sendo substituída por inovação. Empresas centenárias estão virando pó, enquanto empresas minúsculas criadas em garagens estão redefinindo setores da economia. Isso acontece porque novas formas de pensar e endereçar questões estão palpitando nesse momento histórico. A conectividade global que a internet promove a cada dia nos provoca, nos incentiva e nos move rumo ao novo. E, como sempre digo, isso é fantástico. Eu não queria viver em nenhum outro momento da história a não ser hoje.
Não há, como nada na vida, uma fórmula mágica para se tornar um profissional criativo. Mas há sim, um conjunto de práticas e posturas que estimulam o nosso cérebro, essa "máquina" que a cada dia é mais desvendada pelos estudos de neurociência, mostrando que esse "músculo", quando exercitado, dá respostas rápidas e robustas.
Tenho aprendido muito com o Prof. Tadeu Brettas, hoje uma das referências em Criatividade no Brasil e meu parceiro na Inova Business School há anos. Deixo aqui algumas dicas que aprendi com ele e com outros gurus da área. Se você quer ser criativo, comece com algumas coisas básicas.
1 - Brinque e converse mais com crianças. Deixe a imaginação delas lhe invadir. Imagine coisas, sonhe e visualize grandes sonhos;
2 - Amplie sua fronteira de conhecimento. Não leia apenas livros técnicos da sua área. Leia romances, assista a mais filmes ecléticos e provocativos, consuma mais arte;
3 - Livre-se de todo e qualquer tipo de preconceito (religioso, étnico, sexual, etc). Respeite e conviva com a diversidade. É na diversidade que moram as grandes ideias;
4 - Exercite o seu cérebro. Liste com frequência questões e possíveis soluções, por mais absurdas que possam parecer. Só encontra quem procura. É da quantidade que sai a qualidade;
5 - Não tenha medo de errar. Os grandes criativos erram bastante. O erro faz parte do sucesso, assim como uma folha em branco faz parte de um grande texto.
Fico apenas nessas cinco, só para lhes dar um pequeno incentivo para desenvolver a 3ª competência que mais terá valor na próxima década. Mãos à obra! Até o próximo!

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