Publicado em: 29/09/2017 10h38 - Atualizado em 29/09/2017 17h19

Kingsman amplia barreiras da nova franquia

O Circulo Dourado apresenta os Statesman, agência secreta norte-americana de defesa

Fábio Alexandre
Em 2015, mais uma adaptação dos quadrinhos chegava aos cinemas sem que muitos soubessem o que viria pela frente. Com um elenco de astros como Samuel L. Jackson e Colin Firth, capitaneados pelo jovem Taron Egerton, Kingsman: Serviço Secreto (2015) foi um dos melhores filmes de ação da temporada. Com direção de Matthew Vaughn, de Kick Ass: Quebrando Tudo e X-Men: Primeira Classe, o filme mistura o melhor do universo dos agentes secretos com cenas de ação eletrizantes.
O sucesso nas bilheterias abriu espaço para a confirmação de uma trilogia, que continua neste final de semana com a estreia de Kingsman: O Círculo Dourado. No primeiro filme, o mundo foi apresentado a Kingsman, uma agência independente de inteligência internacional operando no mais alto nível de discrição, cujo objetivo final é manter o mundo seguro.
Nesta nova aventura, Eggsy (Egerton) e Merlin (Mark Strong) enfrentam um novo desafio. Quando seu quartel-general é destruído pela doce, mas cruel Poppy (Julianne Moore), e o mundo é mantido como refém, sua jornada os leva à descoberta de uma aliada organização de espionagem nos Estados Unidos chamada Statesman, apresentando o dia em que ambos foram fundados.
Em um teste profundo de sua força e inteligência, os agentes serão levados ao limite e essas duas organizações secretas de elite terão que se unir para derrotar um implacável inimigo comum.
Retorno
Kingsman é baseado na obra de Mark Millar, tão surtada e imprevisível como o filme comandado por Vaughn. Abordando temas de maneira politicamente incorreta e subvertendo o charme dos filmes de 007 (principalmente os interpretados por Roger Moore), Serviço Secreto somou quase 500 milhões de dólares pelo mundo e tornou-se uma nova franquia a ser explorada. No entanto, como ocorrido em outras séries, a pressa em aproveitar o hype de uma produção pode ser, muitas vezes, prejudicial ao produto final.
As cenas eletrizantes de ação estão de volta e as piadas ganham novos tons com o choque entre Kingsman e Statesman. O modo polido e charmoso dos britânicos contra os caubóis norte-americanos, sempre ligados em um combate (o que faz de Donald Trump uma figura constante no filme). No entanto, a entrada de novos personagens como Tequila (Channing Tatum), Whiskey (Pedro Pascal), Ginger Ale (Halle Berry) e Champagne (Jeff Bridges) acaba ficando em segundo plano, o que pode indicar novos planos para a franquia, com o lançamento de um derivado.
Contudo, O Círculo Dourado carece do frescor de Serviço Secreto. Em seu lançamento, o primeiro filme foi apontado por muitos como uma nova referência para o gênero neste século. Basta se lembrar do violento tiroteio dentro de uma igreja, que chocou muitos espectadores. Em sua continuação, Kingsman mantém o visual caprichado, mas parece percorrer um caminho mais suave, talvez buscando estabelecer-se como uma franquia. É bom, mas poderia ser melhor.
Taron Egerton e Colin Firth estão de volta e recebem o reforço de Pedro Pascal e equipe Taron Egerton e Colin Firth estão de volta e recebem o reforço de Pedro Pascal e equipe (Crédito: Fotos: Divulgação)
Channing Tatum e Halle Berry são os agentes Tequila e Ginger Ale, da Statesman, principal novidade na franquia Channing Tatum e Halle Berry são os agentes Tequila e Ginger Ale, da Statesman, principal novidade na franquia (Crédito: Divulgação)

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