Publicado em: 14/09/2017 08h27 - Atualizado em 15/09/2017 16h37

A falsa espiritualidade!

Paulo Antolini é psicólogo, psicoterapeuta, practitioner de programação neurolinguística, administrador e consultor de empresas. Fones: (19) 3834-8149 / (19) 99159-2480 Email: paulo.salvio@terra.com.br

Em um mundo com tantas religiões, seitas e grupos religiosos, cada um com um nome e quase todos se proclamando o caminho único para a salvação, nos deparamos com um grande número de falsos profetas. Em todas elas.
Pessoas gurus surgem a todo o momento e com uma capacidade de envolver o outro surpreendente. Iniciam o encontro com grande acolhimento e demonstração de compreensão e em sequência passa-se ao processo de doutrinação, onde apenas seguindo seus ensinamentos se verão libertos dos males que os afligem.
Alguns o fazem apenas pelo desejo de se verem seguidos, outros, em maioria, têm como objetivo a arrecadação financeira que, segundo eles, apegando-se ao dito "é dando que se recebe", ampliam mais e mais seus leques de atuação, ganhando grande público seguidor.
Mas não estamos aqui para debatermos sobre elas, e sim sobre o comportamento humano. Cada um tem e deve ter o direito de escolha, em tudo, inclusive quanto à sua religiosidade. E todos devem ser respeitados. Ninguém tem o direito de desfazer ou ironizar a escolha alheia.
Em consultório escuto muito "eu sou muito espiritualizado (a).", porém raramente essa afirmação se confirma no comportamento que têm. O que fazem é acreditar que a frequência ao local de sua religião, que a quantia doada com regularidade e até em muitos casos o ir a vários e diferentes religiões os tornam assim.
Amargo engano. Para sabermos se somos espiritualizados ou não basta observarmos nosso comportamento diário. O quanto de queixas existe. O quanto do falar do outro é praticado. O quanto se respeita a opinião alheia, mesmo que discordante. E assim muitos "quantos" mais.
Compreensão, compaixão, desprendimento, simplicidade, principalmente com o que se possui, acolhimento, bondade, e outros, são indicadores de que estamos realmente a viver uma vida espiritualizada.
Ter uma vida espiritualizada é praticar os conceitos que são tão gritados, porém não utilizados. Seja compreensivo, mas se levar uma fechada no trânsito, esqueça-se disso e tire satisfações. Nem lhe passa que o outro, embora errado por estar distraído, pode estar carregando grande drama de doença na família.
É espiritualizada, mas trata a empregada como um ser inferior e ainda reclama que não encontra pessoas que colaborem. Por mais que elas façam, nunca irão agradar quem assim pensa.
O discurso não espiritualiza, somente as ações.

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