Publicado em: 09/10/2017 09h42 - Atualizado em 09/10/2017 09h55

Correios: sindicatos aceitam proposta do Tribunal do Trabalho

Assembleias e votação ocorreram no final da semana passada

Da Redação
Divulgação (Sintect) Para o sindicato, a manutenção do Acordo Coletivo na íntegra, um mês antes da reforma trabalhista entrar em vigor, foi o mais importante neste momento
Nesta sexta-feira (6), a maior parte dos sindicatos de trabalhadores dos Correios realizou assembleias e votou pela aceitação da proposta do ministro Emmanoel Pereira, vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A proposta apresentada pelo TST prevê reajuste de 2,07% (INPC) retroativo ao mês de agosto de 2017, compensação de 64 horas (8 dias) e desconto dos demais dias de ausência, além da manutenção das cláusulas já existentes no ACT 2016/2017. A cláusula 28, que trata do plano de saúde, continua sendo mediada pelo TST.
Dos cerca de 108 mil empregados que compõem o quadro funcional da empresa, aproximadamente 90% estão trabalhando normalmente em todo o país. No interior do Estado de São Paulo, 90% do efetivo está trabalhando - o que equivale a 10.020 empregados.
A rede de atendimento está aberta em todo o Brasil e todos os serviços, inclusive o SEDEX e o PAC, continuam disponíveis. Apenas os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje, Disque Coleta e Logística Reversa Domiciliária) estão suspensos.
Neste fim de semana será realizado mais um mutirão nos Correios e a expectativa é de entregar aproximadamente 5 milhões de cartas e encomendas.
Trégua
A maioria dos presentes na assembleia do dia 5 de outubro concordaram com a orientação das lideranças sindicais para retornar ao trabalho e se fortalecer para as lutas que continuam em pauta, divulgou o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Sintect).
Para o sindicato, "a conjuntura desfavorável e a postura do tribunal, que mais determinou que mediou ou conciliou, foram determinantes para levar a maioria a entender que continuar a greve seria entrar numa guerra que exigiria forças e sacrifícios imensos da categoria".
Em nota, o Sintect também salientou que a manutenção do Acordo Coletivo na íntegra, um mês antes da reforma trabalhista entrar em vigor, foi o mais importante nesse momento, pois garante nossos direitos conquistados em muitos anos de luta, que estavam seriamente ameaçados.
Negociação
Conforme proposta de conciliação do TST, ficou acordado com a categoria:
– Ajuste retroativo a agosto (INPC);
– Compensação de até 64 horas (8 dias), sendo de seis horas aos sábados, para quem não trabalha aos finais de semana; e para os que trabalham aos sábados, quatro horas de segunda a sexta, e duas horas no sábado, na própria unidade, até o próximo 30 de dezembro;
– Manutenção de todas as cláusulas sociais, inclusive da assistência médica que continua sendo mediada pelo TST.

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