Publicado em: 09/10/2017 16h32 - Atualizado em 11/10/2017 12h26

Prefeitura realiza 425 testes de HPV na primeira semana de implantação

Mulheres atendidas fazem parte dos cadastros das Unidades Básicas de Saúde

Adriana Brumer Lourencini
Divulgação xxx
Após uma semana do início dos testes de HPV na cidade, a Secretaria da Saúde divulgou os resultados. De acordo com a Pasta, até a última sexta-feira foram colhidos 425 exames.
O novo programa, denominado Preventivo (Programa Indaiatubano de Rastreamento do Câncer de Colo de Útero com teste de HPV), passou a ser disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) de Indaiatuba no dia 2 de outubro. O exame permite a detecção do vírus papilomavírus humano no colo do útero, causador deste tipo de câncer, antes mesmo que a mulher desenvolva a doença.
Inicialmente, a Saúde municipal está dando continuidade ao atendimento das mulheres que procuram as unidades (UBS) e já têm consultas agendadas (demanda espontânea). A assessoria da Pasta complementa dizendo que, posteriormente, serão identificadas as usuárias da rede cadastradas nas unidades, porém, que não buscaram o atendimento. Assim, os agentes comunitários de saúde deverão iniciar uma busca ativa.
A secretaria também alerta para que as pacientes de 25 a 64 anos, assistidas pela rede pública de saúde do município, façam o exame preventivo, independentemente da data de realização do último Papanicolau. A previsão é a de que mais de mil mulheres realizem o exame ainda em outubro.
Conforme o pesquisador da Unicamp, dr. Luiz Carlos Zeferino, o exame detecta o vírus antes que cause lesões no útero, possibilitando a redução de casos deste tipo de câncer. "O município se tornará referência para o Brasil, inclusive para o Ministério da Saúde, que futuramente poderá adotar o procedimento na rede pública para mulheres de todo o Brasil", completou.
Dados
A assessoria da Saúde também informou que, em 2016 e até julho de 2017, não houve registros de câncer de colo de útero na cidade. Contudo, foram computados 57 exames de Papanicolau alterados até o último mês de julho. Já no ano passado, foram 215 testes alterados, identificando lesões pré-câncer. Também em 2016 foram produzidos 9.263 exames de Papanicolau.
Quanto ao procedimento para o teste de HPV, a Pasta salienta que é o mesmo utilizado no exame antigo, bastando que a paciente faça o agendamento. Em relação ao rastreamento das mulheres na faixa etária do programa, a secretaria esclarece que o mesmo faz parte dos cadastros nas UBS.
A princípio, não deve haver aumento imediato de buscas pelo teste, e a secretaria dará continuidade ao atendimento das mulheres que procuram pelo atendimento. Em seguida, será feita a identificação das que estão cadastradas nas unidades, porém, que não procuraram pelo atendimento; assim, será iniciada uma triagem ativa, por meio dos agentes comunitários.

Programa busca sensibilizar mulheres para a frequência ao médico

Na última sexta-feira, o prefeito Nilson Gaspar (PMDB) esteve na UBS 7, no Jardim Morada do Sol, para esclarecer sobre o novo exame. "Esta parceria com a Unicamp será muito benéfica para as mulheres e estou muito feliz de podermos oferecer este exame inédito no Brasil para nossas usuárias do SUS. Nosso objetivo é sempre oferecer serviços melhores para nossa população", declarou.
Também presente à ocasião, o vice-prefeito, Dr. Tulio José Tomass do Couto (PMDB), ressaltou as razões da substituição do Papanicolau pelo teste de HPV. "O Preventivo implantado esta semana no município identifica a propensão de uma mulher desenvolver lesões de colo de útero e até mesmo o câncer, pois ele detecta a presença do HPV (papilomavírus humano) no organismo, mesmo que ainda não haja nenhuma lesão. O exame realizado até então identifica apenas as lesões já formadas", explicou.
Um dos coordenadores do Preventivo, o médico ginecologista da Unicamp, dr. Júlio César Teixeira, acrescentou que, no Brasil, apenas um terço das mulheres vai ao médico e realiza os exames preventivos. "Este é um dado preocupante e nosso objetivo com este programa é também sensibilizar estas mulheres sobre a necessidade de ir regularmente ao médico", fez o alerta.
A implantação do Teste de DNA de HPV em Indaiatuba foi possibilitada por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Indaiatuba, a Universidade de Campinas (Unicamp) e a Roche Diagnóstica. A expectativa é a de que sejam realizados de 30 a 40 mil testes na cidade.

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