Publicado em: 05/10/2017 14h17 - Atualizado em 06/10/2017 17h19

Blade Runner 2049

Trinta e cinco anos depois, Ridley Scott e Dennis Villeneuve revivem futuro distópico

Fábio Alexandre
Há trinta e cinco anos, o revolucionário filme futurista Blade Runner: O Caçador de Androides estreava nos cinemas. Dirigido por Ridley Scott e baseado no romance de Philip K. Dick, Do Androids Dream of Electric Sheep?, o filme levou o público a um futuro distópico diferente de tudo o que já tinha sido visto. Agora, chegou o momento de retornar a este novo mundo em Blade Runner 2049, que estreia no Topázio Cinemas.
Em 1982, ninguém poderia imaginar o impacto que Blade Runner teria na cultura moderna, inaugurando o que se tornou um gênero totalmente novo: ciberpunk neo-noir. Quando exibido nos cinemas, foi considerado por muitos um fracasso, mas logo se tornaria um clássico cultuado pelos fãs de ficção científica. Hoje, a obra-prima visionária de Scott é considerada um dos melhores e mais importantes filmes de todos os tempos, mas seu impacto extrapolou o universo cinematográfico para a televisão, a música, a arte, a moda e até mesmo aos cursos universitários.
Agora, depois de mais de três décadas, Blade Runner 2049 nos leva de volta ao mundo que atraiu gerações de fãs em um filme que é ao mesmo tempo uma sequência há muito ansiosamente aguardada e uma experiência cinematográfica única em si mesma. Na trama, trinta anos após os eventos do primeiro filme, um novo Blade Runner, o agente K (Ryan Gosling, de La La Land) da Polícia de Los Angeles, descobre um segredo há muito enterrado que tem o potencial de mergulhar no caos o que resta da sociedade. A descoberta de K o leva a uma investigação para encontrar Rick Deckard (Harrison Ford), um ex-policial Blade Runner que está desaparecido há três décadas.
Retorno
Ridley Scott, que associou-se ao projeto como produtor executivo, afirma que "Blade Runner sempre foi pensado como um longa-metragem único, mas sabíamos que ainda havia mais histórias a serem contadas do que as duas horas permitiriam". Assim, procurou o roteirista Hampton Fancher, que coescreveu o roteiro do filme original. "Foi fortuito, porque eu, literalmente, tinha acabado de terminar um conto no universo de Blade Runner. Eu li para o Ridley apenas o primeiro parágrafo e ficou óbvio o que ele era. Então, foi assim que começou", conta.
A novela de Hampton caiu nas mãos de Michael Green, que recebeu a missão de transformá-la em um roteiro. "Hampton e Ridley formaram o DNA do que poderia ser o novo filme de Blade Runner, e, então, tive a incrível oportunidade de desenvolver esses elementos da história. Em ambos os filmes, existem seres humanos e existem replicantes, e embora pareçam muito semelhantes, são considerados muito diferentes, porque um nasce e o outro é criado. E a diferença inata entre eles é que se acredita que alguém nascido tenha uma alma. Mas qual é a natureza da alma. E ela é exclusivamente humana?", questiona Green.
Jared Leto é Niander Wallace, dono da Corporação Wallace, que recria os Replicantes Jared Leto é Niander Wallace, dono da Corporação Wallace, que recria os Replicantes (Crédito: Divulgação)
Ryan Gosling e Harrison Ford protagonizam continuação Ryan Gosling e Harrison Ford protagonizam continuação (Crédito: Divulgação)

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