Publicado em: 18/10/2017 14h50 - Atualizado em 20/10/2017 18h11

O que fazer nos dias de hoje?

Paulo Antolini é psicólogo, psicoterapeuta, practitioner de programação neurolinguística, administrador e consultor de empresas. Fones: (19) 3834-8149 / (19) 99159-2480 Email: paulo.salvio@terra.com.br

José chegou ao consultório em estado alterado! Havia acabado de discutir na vinda com um motorista "louco", foi assim que ele definiu a pessoa com a qual quase chegou às vias de fato. O indivíduo entrou na avenida preferencial e para evitar a colisão, meu cliente quase atravessou o canteiro, ficando com as rodas dianteiras sobre o mesmo.
O outro motorista assustou-se com a freada e parou. Desceu xingando e foi tirar satisfações. José respirava para se acalmar, fato já muito trabalhado em nossas sessões, tirou o cinto de segurança e abriu a porta de seu carro. O outro ficou entre o vão da porta aberta e estava tão fora de si que não dizia coisa com coisa.
Meu cliente resolveu nada falar e ficou olhando apenas. Sem respostas o potencial agressor físico foi parando e começou a perguntar "porque está me olhando assim, vamos, responde!". "O Sr. percebeu que entrou em via preferencial sem parar?", disse com uma aparente calma que ele mesmo se surpreendeu. A pessoa pareceu ficar atordoada. Voltou para seu carro e foi embora sem nada dizer.
"O que pode ter acontecido com ele?", me perguntou. "Não sei lhe dizer qual, mas ele carregava com ele um grande problema.". Vejam, ele tão logo soube que estava errado, saiu sem nem pedir desculpas. Se fosse um encrenqueiro não teria feito isso. Outros, mesmo se vendo errados continuam. Sua atitude denotou ter sido tomado por grande vergonha pelo seu feito.
O número de pessoas que se encontram em situações de fortes tensões e pressões é muito elevado. Contas vencidas, falta de emprego, doenças com tratamentos inacessíveis, conflitos familiares encabeçam a enorme lista de problemas que afligem a sociedade. José ficou realmente surpreso com seu comportamento, pois sempre se achou impulsivo e até agressivo em situações como esta. "Foi o respirar", ele disse.
Sim, pois ao conseguir fazer isso no momento culminante da situação conseguiu readquirir o controle sobre si mesmo e não agir pelas emoções despertadas.
Falamos que este mundo está agressivo e hostil, vemos pessoas tendo reações explosivas das quais se arrependem logo depois. Casos quase extremos. Mas quantas vezes nós mesmos damos respostas atravessadas sem motivos para tal? É a mesma coisa, apenas com uma intensidade de reação um tanto menor.
Mais do que qualquer coisa, eis a importância de que nos mantenhamos "centrados" em nós mesmos. O que representa isso? O não nos deixarmos ser impulsionados pelas pressões externas. Nessas horas aqueles que praticam algum tipo de meditação, ioga, ou qualquer pratica que nos leve para nosso interior estarão mais preparados para enfrentarem equilibradamente situações como a citada acima, sem partir também para a agressão.

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