Publicado em: 13/11/2017 16h29 - Atualizado em 13/11/2017 20h42

Sem acordo, comércio da cidade deve fechar também neste feriado

Assinatura da Convenção Coletiva ainda aguarda acerto do reajuste salarial

Adriana Brumer Lourencini
A maior parte do comércio de Indaiatuba não irá abrir amanhã, conforme determinado na Convenção Coletiva de Trabalho, promovida pelo Sindicato dos Empregados do Comércio de Itu (Secom). Os comerciantes que optarem por abrir e tiverem funcionários trabalhando no feriado, deverão pagar multa de R$ 500 por trabalhador.
Na edição do início de novembro, a Tribuna divulgou pesquisa do SindiVarejista, sindicato patronal, afirmando que o varejo de Indaiatuba deixa de movimentar R$ 30 milhões este mês, por conta dos dois feriados no calendário.
O presidente do Secom, Luciano A. Ribeiro, esclareceu que o motivo da não assinatura foi o fato de não ter havido acordo na questão salarial. O sindicato dos comerciários pediu aumento de 3,5% para a categoria, além da bonificação de R$ 50 mensais, o que, segundo Ribeiro, não interfere nos encargos trabalhistas.
Ele falou ainda que tenta a negociação salarial junto aos empresários desde julho de 2017, e que a proposta de 1,73% do sindicato patronal é muito baixa. Todavia, o outro feriado do mês já está aí, e nenhuma decisão foi tomada ainda.
Segundo a administração do supermercado São Vicente, as lojas da rede em Indaiatuba permanecerão fechadas. "A direção informou que irá respeitar a Convenção; no último dia 2 nós também não trabalhamos", assegurou o gerente de uma das unidades.
A rede de supermercados Cato também não vai abrir as lojas no dia 15 de novembro. "Os administradores dos supermercados conversam entre si, mas, como o dissídio dos trabalhadores ainda não foi fechado, a alternativa é a de respeitar a Convenção", comenta Sandro L. Cato. Já o pessoal do Sumerbol não confirmou se haverá ou não abertura das lojas.
Para os supermercados, a abertura das lojas sem os funcionários seria inviável. O proprietário da rede Cato revela que o total da multa iria gerar prejuízo ainda maior. "Reconhecemos que estando fechados deixamos de ganhar, mas o valor da multa é muito alto, o que seria pior", avalia. "E tem ainda a multa do Ministério do Trabalho, que eu agora não sei o valor", completa Sandro.
Para os gestores dos supermercados, a opção de fechar o comércio gera menos prejuízo por conta da multa cobrada Para os gestores dos supermercados, a opção de fechar o comércio gera menos prejuízo por conta da multa cobrada (Crédito: Adriana Lourencini)
Para os gestores dos supermercados, manter as lojas fechadas gera menos prejuízo, por conta da multa cobrada Para os gestores dos supermercados, manter as lojas fechadas gera menos prejuízo, por conta da multa cobrada (Crédito: Arquivo Tribuna)

Varejo de Campinas abrirá normalmente das 9 às 16 horas

Divulgação (SindiVarejista) Abertura do comércio em datas especiais é negociada logo no início do ano pelos representantes de sindicatos e associações
O comércio varejista de Campinas manterá suas no dia da Proclamação da República. As lojas funcionarão das 9h da manhã até 16h. O mesmo irá ocorrer na próxima segunda-feira, quando será também feriado (facultativo) por conta do Dia da Consciência Negra.
De acordo com a Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), o comércio do município fatura, incluindo comércio e serviços, a média de R$ 37 milhões por dia. O funcionamento nos feriados, apesar de não atingir o mesmo volume, registra em média 63% do faturamento de um dia normal.
A Acic reforça ainda que todo início de ano, os comerciantes e representantes da Acic, SindiVarejistas e Sindilojas se reúnem e decidem quais datas o comércio abrirá e também quando os horários serão estendidos, por causa de datas especiais.
Com base nessas definições, entidades como Polícia Militar, Serviços Técnicos Gerais (Setec – autarquia da prefeitura campineira) e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) são informadas do calendário e podem prover consumidores e trabalhadores de segurança, fiscalização e transporte.

SindiVarejista diz que proposta feita é justa e equilibrada

Em resposta à Tribuna, o SindiVarejista de Campinas e Região, representante legal das empresas do comércio, informou, via assessoria, que apresentou ao Secom uma proposta de reajuste salarial de 1,73%, mais abono de R$ 300 dividido em duas vezes. O índice repõe a inflação e a proposta se estende para toda categoria do comércio.
Diferente do que foi informado pelo Secom e publicado pelo jornal Tribuna, não foi apresentado formalmente ao SindiVarejista a proposta de bonificação de R$ 50 ao mês.
O SindiVarejista ressaltou que, considerando o atual cenário econômico, apresentou uma proposta de reajuste justa e equilibrada para todos - empregadores e colaboradores. Todavia, o sindicato patronal acrescentou que houve diversas tentativas de acordo, porém, sem aceitação por parte do Secom; porém, seus representantes estão abertos a novas negociações e dispostos a dialogar para que os interesses de ambas as partes sejam contemplados da melhor forma possível.
Procurado várias vezes pela reportagem para falar sobre a posição do SindiVarejista, o Secom não respondeu a nenhuma das chamadas. Tomamos conhecimento também de que representantes dos dois sindicatos se reuniram em Indaiatuba, às 16 horas de ontem, e até o fechamento desta edição não obtivemos a conclusão do encontro.

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