Publicado em: 30/11/2017 14h15 - Atualizado em 01/12/2017 17h14

Sete anos depois, Jogos Mortais está de volta em Jigsaw

Fábio Alexandre
O ano era 2004. Um filme apresentado por dois diretores desconhecidos transformaria o cinema de terror ao criar um ambiente claustrofóbico cuja tensão chega ao máximo em seu final épico, revelando uma surpresa arrebatadora. Assim surgia John Kramer, um dos mais influentes assassinos do cinema deste início de século, que não mata suas vítimas por diversão, apenas garante a elas a chance de se redimir ou morrer. Jogos Mortais, de James Wan e Leigh Whannell, figura até hoje na lista dos melhores filmes de suspense e terror.
Como todo filme que, custando muito pouco, gera uma grande bilheteria, Jogos Mortais logo se transformaria em uma franquia. No entanto, os seis filmes seguintes, apesar de manter algumas características do primeiro, acabam apostando menos no terror psicológico e mais em cenas de puro pavor, ambientadas nas terríveis armadilhas de Kramer e seus seguidores. Em 2010, o capítulo final foi lançado e tudo levava a crer que estava realmente terminado.
Mas nada em Hollywood é descartado. Sete anos após o capítulo final, a franquia ganha sobrevida em Jogos Mortais: Jigsaw, que estreia nos Topázio Cinemas. Na trama, depois de uma série de assassinatos, as pistas levam a John Kramer (Tobin Bell), o assassino conhecido como Jigsaw. À medida que a investigação avança, os policiais se encontram perseguindo o fantasma de um homem morto há mais dez anos.
Retorno
Por detrás do retorno da franquia estão os produtores Oren Koules e Mark Burg, que revelam: depois de lançar um novo filme por ano - um recorde da era moderna - a pausa foi providencial. "Nós não precisamos nos apressar", diz Koules, que ouviu uma premissa dos roteiristas Josh Stolberg e Pete Goldfinger e trabalhou com eles para chegar ao texto final. "Nós realmente conseguimos desenvolver um bom script, contratar grandes diretores e um ótimo diretor de fotografia".
Os diretores Peter e Michael Spierig afirmam serem fãs da franquia. "Nosso objetivo era resgatar os momentos de suspense. Os melhores filmes da franquia trazem reviravoltas e surpresas. E o que amamos em Jogos Mortais", afirma Peter. Para Michael, era imperativo honrar o legado de John Kramer. "Resgatamos a ideia de que ele cria o tipo de ambiente confessional para que todos possam expiar seus pecados", afirma. "É uma dinâmica interessante para um vilão".
O produtor Oren Koules descreve o personagem de Jigsaw como memorável porque "ele não é um slasher, não corre por florestas. É um pensador, um engenheiro. Quando você fala sobre Jigsaw, sobre John Kramer, ele é o protagonista ou o antagonista? Herói ou vilão? James Wan e Leigh Whannell criaram um personagem realmente icônico".
Contudo, ao final, este oitavo filme da franquia torna-se refém de suas próprias intenções. Dividindo-se entre as cenas de perseguição policial e as armadilhas criadas para punir os pecadores, Jogos Mortais: Jigsaw esforça-se para surpreender. Não fosse a atuação mediana de seu elenco limitado e uma fórmula esgotada, poderia alcançar êxito. Quem sabe em um - muito provável - nono filme? Como disse James Wan certa vez sobre Jigsaw: "suas intenções são boas, mas os seus métodos não são".
Dez anos após sua morte, John Kramer continua Dez anos após sua morte, John Kramer continua "vivo" (Crédito: Divulgação)
Novo filme se divide em perseguição policial e as conhecidas armadilhas criadas por Jigsaw Novo filme se divide em perseguição policial e as conhecidas armadilhas criadas por Jigsaw (Crédito: Divulgação)

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