Publicado em: 12/01/2018 15h56 - Atualizado em 12/01/2018 20h52

Gasolina e diesel sofrem novos reajustes

Funcionários dos postos também comentam sobre queda nas vendas e estabilidade de empregos

Adriana Brumer Lourencini
O vai e vem dos preços assusta consumidores e postos enfrentam fases de baixa demanda por conta das diferenças
E a dança dos preços dos combustíveis continua no país. Ontem, a Petrobras anunciou novos aumentos de 1,4% para a gasolina e 0,7% para o diesel. Todavia, a estatal antecipou que hoje haverá redução de 0,7% também para os dois tipos de combustíveis.
Essas variações têm sido parte de práticas recorrentes de reajustes da Petrobras, e a justificativa continua sendo equiparar os preços com o mercado internacional. Contudo, o preço final (nas bombas) depende da incidência dos lucros estipulados por cada revendedora e também pelos postos.
Com a inconstância nos valores dos combustíveis, quem paga a maior fatia da conta é o consumidor e os trabalhadores dos postos, que muitas vezes veem o movimento de clientes diminuir por conta da alta dos preços.
"A maior parte dos clientes que deixaram de abastecer são aqueles que pediam para colocar pouca quantidade", avalia Vânia, frentista que atua em um posto na região central. "O público que enche o tanque continua abastecendo aqui", completa. Ela também comenta que a prática de preços mais baixos feita pela concorrência tem atraído os consumidores.
"As pessoas hoje buscam preço, principalmente aquelas que não costumam encher o tanque. Já os clientes mais fieis buscam melhor qualidade", aponta o frentista André L. Silva. Ele diz ainda que não viu muita redução no movimento, mesmo com os aumentos.
"Agora estamos em 11 pessoas, e até necessitaríamos de mais, porém, a situação não permite novas contratações", finaliza Vânia.
Hábitos
Questionados sobre a possibilidade de demissões por conta de provável diminuição nas vendas, nenhum dos trabalhadores dos postos visitados comentou que realmente existe. "Aqui ninguém ainda falou sobre isso. Não acho que vá acontecer, já que o movimento não caiu tanto", observa André.
Genivaldo é supervisor de um posto no Centro da cidade, e também diz que não há, por enquanto, chances de demissões. "Temos observado bastante movimento neste início de ano e deveremos manter nossos 12 funcionários", salienta. "Porém, infelizmente, soube de alguns amigos que foram demitidos por conta da queda nas vendas", lamenta.
De acordo com a estatal, a política de preços para a gasolina e o diesel vendidos nas refinarias tem como base o preço de paridade de importação, e que é uma alternativa de suprimento oferecido ao mercado pelos principais concorrentes da Petrobras. Além disso, é aplicada margem que considera os riscos inerentes à atividade de importação como volatilidade da taxa de câmbio e dos preços.
Dessa forma, a empresa busca uma convergência, em curto prazo, com a paridade de custos do mercado externo, frente à análise de participação no mercado interno; com isso, há um estudo sobre a possibilidade de haver manutenção, redução ou ampliação dos preços nas refinarias. Com isso, a estatal explica os ajustes frequentes nos custos dos combustíveis, que podem ocorrer, inclusive, diariamente.
Conforme divulgado no site da Petrobras, a estatal já promoveu, entre 2017 e início de 2018, 30 reajustes nos preços da gasolina e do diesel. Isso preocupa os consumidores, que começam a adotar comportamento diferente.
A analista de crédito Silmara M. Gomes é uma delas, e revela que dispensou o carro para trabalhar. "Conversei com a empresa e agora eles me fornecem o vale-transporte. Abri mão da comodidade de ir de carro para fazer com que sobre mais dinheiro no mês", conta.

Alugar o carro é alternativa para quitar seguro e IPVA

As contas do início do ano normalmente impactam o orçamento das famílias, uma vez que é um período de muitos impostos. Dessa forma, a economia compartilhada tem se mostrado uma ótima alternativa para quem quer quitar despesas sem sobressaltos.
Plataformas como a Moobie foram criadas para promover a economia criativa e incentivar novas soluções de mobilidade urbana, ao conectar pessoas que querem alugar o carro nos período em que eles estão parados e pessoas que querem agilidade e facilidade para locar um automóvel com segurança.
Um levantamento da empresa revelou que parceiros da plataforma chegaram a obter ganhos de até R$ 1 mil em datas como Ano Novo. "O valor médio da diária de locação na plataforma é de R$ 70, e com poucos aluguéis é possível quitar boa parte das dívidas de seguro e IPVA", explica Tamy Lin, CEO e fundadora da plataforma.
Segundo ela, o compartilhamento de carros diretamente entre pessoas é uma tendência que cresce no Brasil e no mundo e facilita a vida de todos. "O que vemos é um impacto tanto de mobilidade quanto econômica, uma vez que fazemos com que haja aumento de renda com o maior compartilhamento, assim, as famílias possam manter um bem importante, como é o caso de um veículo", esclarece a empreendedora.

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