Publicado em: 12/01/2018 16h33 - Atualizado em 12/01/2018 20h52

Mesmo com bandeira verde conta de luz continua cara em janeiro

Maioria dos consumidores não repara nas cores da bandeira tarifária

Anieli Barboni
Werner Munchow Conta de luz de janeiro teve bandeira verde e adicional da vermelha, referente a dezembro
Mesmo com as chuvas no final de dezembro e início de janeiro e a bandeira tarifária ser verde no mês de janeiro, ou seja, sem custo adicional para os consumidores, a conta de luz do brasileiro continua cara. Isso pode ter sido motivada pelas festas de fim de ano e porque o consumidor ainda pagou o adicional da bandeira vermelha (patamar 1) de dezembro, com custo de R$ 3,00 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) explicou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o adicional da bandeira vermelha na conta de luz de janeiro é referente à leitura do período de dezembro, quando estava com a bandeira vermelha. "As contas que recebemos tem data de faturamento e nem sempre são do dia 1 ao dia 30 de um único mês. Por isso, o consumidor paga referente à leitura de um período, que pode ser do dia 15 de dezembro a 15 de janeiro, por exemplo. Quando isso acontece, o consumidor paga a bandeira referente ao mês anterior e a bandeira referente ao mês vigente. Na fatura desse mês foi cobrado o período de dezembro, que era bandeira vermelha, mais o período de janeiro, que é bandeira verde", explica.
A Aneel também informou que não tem como prever a cor da bandeira do mês de fevereiro. "Normalmente isso é divulgado na última sexta-feira do mês. Como a bandeira tarifária está sendo discutida em audiência pública, quando terminar esse processo teremos o calendário de bandeiras do ano todo".
A reportagem saiu pelas ruas do centro de Indaiatuba para verificar se o consumidor se atenda a cor da bandeira que está pagando e o resultado foi a maioria dos entrevistados não verificam a cor da bandeira e não sabem o que isso significa. Marcos Teodoro de Aquino, de 48 anos, morador do bairro Oliveira Camargo, é um dos consumidores que não lê a conta de luz. "Eu só olho o valor a pagar, não sei a diferença das cores", diz. "Percebi que desde o final de 2017 a conta está aumentando e pesa bastante no orçamento. Estamos pagando R$ 150 por mês, isso porque somos em quatro pessoas que trabalham e tem vez de quase não ficar em casa".
Sueli da Silva Oliveira, 38 anos, moradora de Elias Fausto também contou que não olha a cor da bandeira tarifária. "Para falar a verdade eu olho o valor, não sei a diferença das cores também. A minha conta veio muito cara nesse mês. Paguei R$ 108 e são apenas três pessoas em casa, e a maioria trabalha", conta.
A moradora do bairro Campo Bonito, Maria Aparecida, 57 anos, é a entrevistada com a menor fatura de conta de luz. "Eu pago R$ 50 por mês, mas mora apenas eu e meu marido e temos poucos eletrodomésticos. As vezes olho a cor da bandeira, mas não sei o que isso significa. Eu pago até que barato, mas tem pessoas do bairro onde moro que pagam R$ 300".
O indaiatubano Eder dos Reis, de 72 anos, mora no Jardim do Sol e reclamou da sua conta que está cada vez mais cara. "Eu só vejo o valor a pagar. Nunca vi bandeira, só escuto a turma falar sobre isso. Percebi que está cada vez mais cara, nunca baixou, já faz uns três anos ou mais isso. Nesse mês veio R$ 170".
O colega de Eder, Joel Gomes, de 68 anos, consegue economizar na sua conta de luz. "A minha tarifa vem cara, não tanta como a dele (Eder) porque não tenho certas despesas, não tenho computador e procuro economizar ao máximo. Eu pagava cerca de R$ 70 e agora pago R$ 92", relata. "Não olha a bandeira, o certo seria olhar detalhe por detalhe para saber o que estamos pagando, mas também a letra que descreve a cor da bandeira é minúscula", reclama.
Cristiane Aparecida Francisco, de 39 anos, mora no Parque Residencial Indaiá e contou a reportagem que costuma ver a cor da bandeira que está pagando. "Eu reparo e a minha veio a vermelha na última conta, que paguei o valor de R$ 220. Sempre em janeiro minha conta vem mais cara, mas raramente ela estava vindo barata. Acredito que não vá diminuir, é dai para pior, é mais fácil aumentar", diz.
Entenda as cores
O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo da energia gerada. As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração. A bandeira vermelha é acionada quando é preciso ligar usinas termelétricas mais caras, por causa da falta de chuvas. Ela custa R$ 3 no patamar 1 e R$ 5 no patamar 2, a cada 100 kWh consumidos e frações. A bandeira amarela custa R$ 1 e a verde não tem custo adicional.

Veja Também:

Comentar


Mais lidas
Vídeos
Filmes em cartaz
  • O TOURO FERDINANDO
  • O DESTINO DE UMA NAÇÃO
  • O ESTRANGEIRO
  • JUMANJI: BEM-VINDO À SELVA
  • CINECLUBE - COM AMOR, VAN GOGH
  • FALA SÉRIO, MÃE!
  • O REI DO SHOW
  • STAR WARS: OS ÚLTIMOS JEDI
  • EXTRAORDINÁRIO