Publicado em: 05/04/2018 10h43 - Atualizado em 06/04/2018 16h41

Um Lugar Silencioso assusta, mesmo sem inovar

Fábio Alexandre
Divulgação Emily Blunt e John Krasinski, um casal na vida real, protagonizam o suspense Um Lugar Silencioso
Nem sempre o cinema irá se dispor a criar discussões ou se apoiar em simbolismos, analogias e lições de moral para entreter. O escapismo está muito presente por aí, seja nas comédias, nas aventuras, assim como no terror e no suspense. Um Lugar Silencioso, que estreia no Topázio Cinemas, é um exercício de tensão que serve como passatempo.
Não que isso seja um demérito, o grande problema é que a proposta do diretor John Krasinski (13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi) respira demais do ar reciclado do gênero e precisaria de algo a mais para se diferenciar. Nos últimos dois anos, pudemos conferir quatro produções com propostas semelhantes. Rua Cloverfield, 10 e O Homem nas Trevas são os grandes acertos neste sentido, pois funcionam tanto em desenvolvimento de personagens quanto em crescimento de tensão.
Logo de cara, somos apresentados a uma mensagem de "89 dias" e uma família composta pela mãe (Emily Blunt, de A Garota no Trem), pai (Krasinski) e três filhos: uma deficiente auditiva (Millicent Simmonds, de Sem Fôlego), um mais medroso (Noah Jupe, de Extraordinário) e o menor (Cade Woodward).
Fica nítido que a cumplicidade e a cooperação entre eles devem ser máximas, já que uma ameaça que pode atacá-los ao menor barulho é iminente, e toda a comunicação se dá por meio de gestos e luzes. Depois de certo evento, o filme dá um longo salto no tempo, mais de um ano depois. Por isso, há de se esperar que os personagens já estejam mais habituados em suas rotinas.
Problemas
No entanto, não faltam momentos nos quais os personagens saem por aí em duplas ou sozinhos, correndo sérios riscos. Não possuem um plano para conter a ameaça e ainda não chegaram a nenhum esclarecimento sobre ela. É possível compreender isso, mas não a "coragem" de se arriscar.
Outro problema de Um Lugar Silencioso é a ameaça. Apresentada cedo demais, logo fica possível prever sua maneira de agir. Isso não seria um problema caso Krasinski soubesse variar suas formas de ameaçar os personagens e de nos assustar, porém isso se dá sempre da mesma forma.
Um Lugar Silencioso começa muito bem e o silêncio da sala de cinema ajuda na imersão, porém, a partir do momento em que a ameaça entra em ação, o suspense perde em originalidade, podendo até causar certa tensão. Mas a verdade é que você já viu muito disso por aí, e diversas vezes executada de melhor maneira.(colaborou Angelo Cordeiro)

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