Publicado em: 05/04/2018 14h56 - Atualizado em 06/04/2018 16h41

História de Indaiatuba

Eliana Belo Silva lança livro que mistura memórias de Antonio Reginaldo Geiss e pesquisa histórica

Fábio Alexandre
Werner Münchow Eliana e Geiss visitaram a Tribuna e falaram sobre o processo de criação do novo livro
Antônio Reginaldo Geiss nasceu em 23 de novembro de 1929, filho de Gustavo Geiss e Maria José Tancler Geiss. Ao longo de seus 88 anos, envolveu-se diretamente no cotidiano político, cultural, social e econômico da cidade, tornando-se muito mais do que uma parte da história de Indaiatuba, mas também um de seus mais ferrenhos guardiões. Entre tantas realizações, foi um dos fundadores da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba, ao lado de Antonio da Cunha Penna e Nilson Carvalho.
Após dez anos de intenso trabalho, suas memórias serão reunidas no livro História de Indaiatuba na Perspectiva Biográfica de Antonio Reginaldo Geiss, da historiadora e Pedagoga Eliana Belo Silva, que será lançado oficialmente no próximo dia 17 de abril, a partir das 19h30, em noite de autógrafos no Indaiatuba Clube, com entrada franca, seja para associados do clube ou não.
Os primeiros esboços de um livro que reunisse as memórias de Geiss surgiram há mais de 20 anos atrás, na ocasião da criação da Fundação Pró-Memória, em 1º de fevereiro de 1994. "Foi após o lançamento do livro O Crime do Poço: Uma Tragédia Indaiatuba, lançado em 2007, que decidi que a Eliana seria a escritora da minha biografia", conta Geiss. "Começamos a conversar sobre o que faríamos em 2008, quando também início às gravações".
Gravações
No total, foram 36 horas de gravações. "Gravamos as entrevistas na Rádio Jornal, em um trabalho coletivo. Éramos eu, Marcos Kimura, Penna, Sônica Fonseca e o falecido Luiz Sigrist", lembra Eliana. "Ter vários entrevistadores faz parte da metodologia histórica", revela a autora. "Todos foram me instigando, para que eu lembrasse mais detalhes de cada acontecimento", aponta Geiss.
Eliana lembra um fato interessante: precisou decidir quando parar as gravações. "Sempre que nos encontramos, o Geiss aparece com algo para contar. Posso dizer que não esgotamos o método, mas resolvi que era o momento de parar", afirma. "Hoje, minha memória é mais seletiva", lembra o entrevistado. O trabalho de transcrição demorou dois anos e meio. "A transcrição fio feita na íntegra", revela Eliana. "Quando terminei a última gravação, mudei o projeto do livro, motivo da grande demora (para o seu lançamento). O Geiss tem uma memória fantástica e um arquivo gigantesco de fotos e documentos, que entregou para mim. São mais de 230 anos de história de Indaiatuba, mais que o tempo de fundação da cidade", comenta. "Queria escrever suas memórias, mas sabia que o projeto era muito mais que isso", completa.
continua na página 3

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