Publicado em: 06/04/2018 14h35 - Atualizado em 09/04/2018 10h45

Polícia Civil faz duas prisões e apreensão de drogas

Ação foi deflagrada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí

Da Redação
A Polícia Civil prendeu na manhã de quinta-feira (5) duas mulheres em Indaiatuba suspeitas de ligação com o crime organizado. A ação, deflagrada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, recebeu o nome de "Operação Glossário", e abrangeu outras quatro cidades da região.
No total, foram expedidos 70 mandados, sendo 36 de busca e apreensão, e 34 de prisão, em 17 cidades paulistas. Entre as detenções, 20 foram cumpridas; todavia, elas são temporárias, com validade de 30 dias. Houve ainda apreensão de drogas e armas, supostamente utilizadas pelo crime organizado.
Em Indaiatuba, duas empregadas domésticas, de 37 e 40 anos, foram detidas durante a operação, no Jardim Morada do Sol. Os policiais foram até a residência das primas, que fica no andar superior onde foi localizada grande quantidade de drogas, em uma mochila oculta no buraco de um sofá. Ali havia 21 kits de cocaína (295 microtubos), sete de maconha (92 porções) e um kit de crack, com 12 porções.
O mesmo local já havia sido visitado por policiais civis, em julho de 2017, quando ocorreu a prisão em flagrante de um traficante, que inclusive, assumiu serem de sua propriedade os entorpecentes encontrados no imóvel. Já naquela época, as indiciadas moravam na casa, e alegaram nada saber sobre os entorpecentes. Agora, uma das mulheres, novamente, declarou não saber das drogas, e indicou que estas pertencem a um casal de travestis que seriam moradores do andar térreo.
As duas contaram ainda que os travestis teriam tido uma briga, durante a madrugada de quinta-feira (5), poucas horas antes da chegada dos policiais, e depois deixaram o local. A versão não foi acolhida pela equipe policial, tendo em vista esta ser a segunda vez em que entorpecentes foram encontrados no imóvel, em cômodo acessível aos habitantes do pavimento superior.
Buscas
O relatório menciona também que a casa se encontra em péssimas condições de higiene, sem móveis, utensílios domésticos, água ou luz, oque indica ser pouco provável que alguém residisse ali. Desta forma, foram feitas buscas no pavimento superior, com o auxílio do canil da Guarda Civil municipal. No quarto de uma das mulheres foram encontradas várias bolsas e mochilas, marcadas pelo cão policial, como se tivessem sido utilizadas para armazenamento de entorpecentes em ocasião anterior. Mesmo assim, a equipe não encontrou drogas na casa, mas apenas quatro aparelhos celulares.
Entorpecentes apreendidos no Jardim Morada do Sol: imóvel foi alvo de buscas pela segunda vez em menos de um ano Entorpecentes apreendidos no Jardim Morada do Sol: imóvel foi alvo de buscas pela segunda vez em menos de um ano (Crédito: Divulgação)
Fachada da residência no Jardim Morada do Sol onde foram presas duas mulheres e apreendidas drogas (destaque) Fachada da residência no Jardim Morada do Sol onde foram presas duas mulheres e apreendidas drogas (destaque)

Investigações decifraram códigos da facção criminosa

O mandado de busca e apreensão no Morada do Sol foi expedido pelo juiz Jefferson Barbin Torelli (Vara de Jundiaí), e executado por policiais civis de Indaiatuba, sob o comando do delegado Danilo Amâncio Leme, que apoiaram a operação deflagrada pela equipe do departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 2), de Renato Lauer.
No total, 11 pessoas foram presas durante a operação, que começou às 5 horas de 5 de abril, e abrangeu ainda as cidades de Campinas, Jundiaí, Mogi Guaçu e Bragança Paulista. Houve também apreensão de armas com o código da organização criminosa.
Estiveram envolvidos 221 policiais civis e 61 viaturas de delegacias especializadas, como DIG, a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), a Anti-Sequestro (Deas), Garra e Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).Segundo a Polícia Civil, as investigações estão ligadas a um provável tribunal do crime, descoberto logo depois da prisão de um integrante da facção criminosa. Assim que o suspeito foi preso, seis homicídios foram esclarecidos.
O Deinter2 aponta que as investigações da DIG de Jundiaí decifraram os códigos da facção (por isso o nome Glossário) e, assim, os policiais puderam identificar e localizar os criminosos. A principal finalidade da operação foi a de prender os envolvidos e coletar provas sobre o suposto tribunal do crime, que atua com sistema de julgamento. Ainda sobre este fato, de acordo com o investigador Marcus Morelli, o traficante do Jardim Morada do Sol só não foi executado pelo tribunal do crime porque já estava preso.
Diante dos fatos, o delegado Leme, que acompanhou as buscas, determinou a apreensão das drogas, que passaram por análise do Instituto de Criminalística de Campinas, cujo laudo atestou a autenticidade das mesmas. Foram lavradas também as prisões em flagrante das duas primas, residentes no Morada do Sol, sob a alegação de guardarem entorpecentes (art. 33 da Lei 11.343/2006).

Veja Também:

Comentar


Mais lidas
Vídeos
Filmes em cartaz
  • UM LUGAR SILENCIOSO
  • O HOMEM DAS CAVERNAS
  • COM AMOR, SIMON
  • COVIL DE LADRÕES
  • JOGADOR Nº1
  • CINECLUBE 10/04 - PROJETO FLÓRIDA
  • UMA DOBRA NO TEMPO
  • NADA A PERDER
  • PEDRO COELHO
  • CÍRCULO DE FOGO: A REVOLTA
  • OS FAROFEIROS
  • PANTERA NEGRA