Publicado em: 30/05/2018 13h34 - Atualizado em 01/06/2018 16h33

Dennis Quaid estrela drama religioso

Fábio Alexandre
Divulgação Dennis Quaid vive um pai beberrão e espancador, que encontrará - logicamente - uma oportunidade de redenção
Filmes com temas religiosos parecem estar mais em alta nos últimos anos do que há algumas décadas. Até mesmo o cinema nacional vem apostando no segmento, apoiado no poderio de uma conhecida igreja com ramificações no Brasil e até mesmo no exterior. Os filmes católicos também têm dado as caras com passagens ou personagens ainda não tão explorados no cinema, como Paulo, Apóstolo de Cristo (2018), Maria Madalena (2018), Ressurreição (2016) e Últimos Dias no Deserto (2015).
Lá fora, produções do gênero saem aos montes, como é o caso de Milagres do Paraíso (2016), A Cabana (2017), e Deus Não Está Morto 1 e 2 (2014 e 2016), que já tem um terceiro filme encaminhado, entre outros. Este Eu Só Posso Imaginar, dos diretores Andrew e Jon Erwin, é mais um filme desta vertente evangélica que não explora pessoas ou personagens históricas, mas a força e importância da fé, da religião e de Deus para as pessoas comuns.
Talvez o filme não tenha tanto mercado aqui no Brasil. Sinceramente, nunca tinha ouvido falar na música etampouco na banda MercyMe, e acredito que poucos por aqui também a conheçam. A produção pode ser apreciada pelo público cristão, que terá a oportunidade de conhecer a composição e a história de sua criação. Até por isso, posso ser suspeito para falar desse filme, pois não integro seu público-alvo. Mas também não era no lançamento de A Cabana e gostei do filme. Então, por que não assistir e comentar?
Crença
A história é bonita e irá emocionar os cristãos e evangélicos, mas para mim não funcionou, justamente por se apoiar tanto na fé e crença no divino. Por isso, é preciso encarar a sessão com a mente aberta e, definitivamente, sabendo que é um filme com tom evangelizador.
Cinematograficamente falando, a produção também não me agradou. Sua primeira hora é cansativa, com muita cantoria e a história parece não sair do lugar. O repertório parece servir mais como propaganda da banda e para preencher o tempo de exibição.
Nem mesmo a presença do (um dia) consagrado Dennis Quaid (Quatro Vidas de Um Cachorro) ajuda. É dele o papel do pai beberrão e espancador, como tantos outros filmes já vistos em filmes com essa temática. Há algumas passagens bonitas, certa lição de vida e muitos devem se emocionar. Mas nada que seja muito significativo para o cinema em si. Eu Só Posso Imaginar acaba sendo uma sessão sem muito a agregar. Pode te emocionar, mas no dia seguinte nem da música você vai se lembrar.
Eu Só Posso Imaginar é um filme voltado exclusivamente para o público cristão e evangélico que quer fugir dos enlatados americanos, embora ele siga a mesma fórmula destes. Talvez tenha mais dignidade que os recentes filmes evangélicos que "encheram" nossas salas por aqui, mas creio que não receba o mesmo apelo que deve receber nos Estados Unidos.
(colaborou Angelo Cordeiro)

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