Publicado em: 03/05/2018 08h53 - Atualizado em 04/05/2018 15h42

Mudança de ares

Paulo Antolini é psicólogo, psicoterapeuta, practitioner de programação neurolinguística, administrador e consultor de empresas. Fones: (19) 3834-8149 / (19) 99159-2480 Email: paulo.salvio@terra.com.br

Para muitos o viajar é um recarregar energias. "Mudar de ares nos renova" dizem alguns. "Eu volto com novas ideias e vontades de realizações!" dizem outros e assim, cada um tem uma forma de se manifestar. Porém, existe também o "time" do eu não gosto, eu não quero.
Sim, viajar amplia horizontes. Desde a percepção de que o mundo é muito mais do que o espaço que conhecemos, até novos hábitos, novas culturas, outras formas de se ver a vida. Não é preciso ir longe para se verificar isso. Basta vir do interior para a capital, frequentar praças, avenidas e shoppings para se deparar com formas diferentes de se vestir, se portar, figuras consideradas por alguns como exóticas, por outros extravagantes ou transviados, termo pouco utilizado nos dias atuais, mas que significa pessoas que desviaram das condutas morais ou da justiça.
Em um mesmo país, estados diferentes possuem um linguajar próprio, verdadeiros dialetos a serem traduzidos para poderem ser entendidos. Lembro-me de um rapaz que era motorista em uma empresa do Espirito Santo que, ao me ver disse: "Seu Paulo, o carro pocou.". Fiquei a olhar para ele com ar de o que você quer dizer, quando um outro me traduziu: "Ele esta dizendo que o motor estourou, fundiu".
Mas grande parte dos que rejeitam a ideia de viajarem o fazem por quererem permanecer em território conhecido, onde suas rotinas são bem estabelecidas e, mesmo se privando de algumas vontades, como conhecerem o lugar "A" ou "B", não se permitem pelo que consideram "transtornos".
Um simples sair de seus espaços e irem a um jardim, um parque andarem e apreciarem não só a paisagem, mas também a movimentação que revela a vida existente em cada lugar, é incomodo e até ameaçador.
Este simples fato possibilita a renovação de nossas ideias, de nossos pensamentos, dando condições de percebermos as mesmas coisas de formas diferentes. Acrescenta sempre informações que nos auxiliam nas conclusões de nossos raciocínios. Quando vivemos um problema, o simples nos afastar dele pode nos dar na sequência o caminho da solução.
Mesmo para aqueles que sair da rotina incomoda, é saudável de vez em quando essa mudança de ares. Pode ser um passeio por lugares não habituais próximos à suas residências ou viagens, pequenas ou longas. A renovação se faz presente. Inclusive para se valorizar aquilo que se tem e que já não se reconhece mais seu valor, sua importância. Normalmente se diz: " Como é bom retornar!"

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