Publicado em: 01/06/2018 13h47 - Atualizado em 08/06/2018 17h53

Greve deixa reflexos na economia

Werner Münchow Botijões de gás em distribuidora: recomendação é para consumidor pesquisar preços
A greve dos caminhoneiros causou reflexos na economia. Na semana passada, a população lidava com a falta de diversos produtos nas prateleiras dos supermercados, sem falar na escassez do gás de cozinha. E ainda agora, os aumentos nos preços de combustíveis e outros produtos comprometem mais o orçamento familiar.
O preço médio da gasolina (comum) em Indaiatuba, por exemplo, é de R$ 4,50/litro. Já o etanol (álcool), esta semana custa R$ 2,90/litro (na semana passada, durante a escassez nos postos, chegou a mais de R$ 3). O gás de cozinha também está com preço maior, segundo os consumidores. Os preços variam entre R$ 70 e R$ 80, conforme fatores como entrega e marcas. Os estoques foram reabastecidos, mas ainda era registradas filas no início da semana.
A vendedora Maria Alice Resende conta que, na semana passada, estava impossível encontrar botijão de gás. "Não consegui comprar também pão de forma nem carne", complementa. "A gasolina e o álcool já aumentaram; alguns produtos de hortifrúti e o próprio gás já estavam caros antes mesmo da greve, mas muitos têm se aproveitado. Na época da greve, vi uma reportagem na TV, onde tinha gente até montando palanque lá onde os caminhoneiros estavam parados. Agora, a gente tem de limpar a bagunça", critica.
No comércio em geral, a semana passada foi bastante parada. "Quase todos dias foram assim: sem carros nas ruas e sem clientes nas lojas", lembrou a vendedora Léia dos Santos. "Foi uma semana perdida. Como o brasileiro tem o hábito de deixar tudo para a última hora, espero que na proximidade do Dia dos Namorados a situação melhore."
Até mesmo serviços de saúde foram comprometidos. Muitos pacientes ficaram impossibilitados de fazer exames e consultas médicas pela falta de combustíveis; doações de sangue (humano e animal) também diminuíram. "Não temos banco de sangue de animais em Indaiatuba, só em Campinas", informa o veterinário Alex de Brum. "Quem precisou para fazer transfusões nos animais teve dificuldades em ir até a outra cidade buscar."
Gás de cozinha
Quanto aos preços do gás de cozinha (GLP), o SindiGás reitera que são livres e não sujeitos a tabelamento, cabendo, assim, ao consumidor pesquisar antes da compra.
Já o abastecimento do GLP é de responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo(ANP), que também regula as atividades que integram as indústrias de petróleo, gás natural e biocombustíveis no Brasil. 
Em nota, a ANP divulgou que o abastecimento retornará à normalidade dentro de uma semana. 

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