Publicado em: 26/06/2018 13h56 - Atualizado em 29/06/2018 16h28

Objetivo interior

Paulo Antolini é psicólogo, psicoterapeuta, practitioner de programação neurolinguística, administrador e consultor de empresas. Fones: (19) 3834-8149 / (19) 99159-2480 Email: paulo.salvio@terra.com.br

Muito se fala de paz, de tranquilidade, de sossego, porem muito mais se pratica de beligerância, de provocações, de busca de mostrar quem pode mais, quem é o mais forte, quem domina nas relações e assim por diante. Dizer não reflete a ação! O falado só ganha significado quando a ação corresponde ao que foi dito.
Casal na faixa dos trinta e poucos anos, bonitos, profissional e financeiramente estáveis, cada um com seu trabalho e se saindo muito bem, os dois, quando juntos está formado o caos. Ela de temperamento forte, ele acostumado a ter tudo fácil e pouco precisar fazer em casa, agora sente-se cobrado por ter que partilhar de outras atividades que não as profissionais.
Quando se dão uma trégua vivem momentos agradáveis e muito amorosos, mas pouquíssimo isso ocorre. Ao buscar ajuda terapêutica, logo ele descobriu que em todo o tempo de relacionamento a tentativa de imposição cada um para com o outro se fez presente. Percebeu também que quando estavam bem era maravilhoso e que os encantos pessoais se revelavam. Porém logo esse estado era sufocado novamente pela disputa entre eles.
Questionado sobre qual era seu verdadeiro objetivo em relação ao seu relacionamento afetivo, após algumas frases soltas, me olhou e disse: "Nossa, nunca pensei nisso. Não sei.".
Quantos de nós estamos na mesma condição? Não refletimos em nossos objetivos interiores, não sabemos de fato o que é que está movendo nossas ações. Pois agimos segundo nossos objetivos interiores, junto está nossa motivação, o que nos move à ação. Outra forma de descobrir isso é se perguntar o que você quer para sua vida de fato? O que é que lhe faz bem?
Um cliente há anos atrás descobriu que o que o alimentava era o atormentar sua esposa. Descobriu que com isso estava se vingando da instituição casamento, instituição essa que foi um verdadeiro inferno em sua infância e adolescência. Após essa descoberta resolveu se separar e quando isso estava para acontecer, descobriu também o amor que tinha por sua esposa. "Eu só descobri o amor que tenho por ela quando vi que não era obrigado a nada, que tudo é minha opção, e se não gostava dos conceitos de família, não precisava tê-la."
Jovem enamorado, mas vivendo também um inferno conjugal, percebeu que estava agindo completamente ao contrário do que dizia querer. A partir dai passou a agir diferente com sua esposa, inicialmente surpreendendo-a e em seguida passaram a ter uma relação de amor, harmonia e respeito mútuo.
O gestor que diz querer uma equipe coesa, porém age como um ditador. O funcionário que diz querer ser útil à empresa e só faz confusão. Qual seu objetivo interior? O que você realmente quer?

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