Publicado em: 04/07/2018 16h07 - Atualizado em 06/07/2018 14h13

Acusado de matar a filha é condenado a 30 anos

A Justiça condenou a 30 anos de prisão um homem acusado de matar a filha no inicio de 2014, no Jardim Morada do Sol. A vítima, Michelli de Azevedo, com 28 anos na época, dormia ao lado da filha, quando foi atingida com dois tiros no rosto.
Marin Moisés de Azevedo foi a júri popular na última quinta-feira (28), e após várias horas de debate entre o promotor e a defesa, e diante dos fatos apresentados, a juíza titular da 1ª Vara, Daniela Faria Romano, proferiu a sentença contra Marin. A defesa recorreu, na tentativa de que Marin cumprisse a pena em liberdade, mas o pedido foi negado.
O crime ocorreu na Rua Antônio Cantelli (antiga Rua 77), por volta das 5h do dia 12 de fevereiro de 2014. Marin foi considerado o principal suspeito logo após a Polícia Civil ouvir várias testemunhas que garantiram tê-lo visto nas redondezas logo após o crime. Além disso, não havia arrombamento na casa e as investigações apuraram que ele ameaçava a família após se separar da mulher.
Mesmo foragido, Marin fazia telefonemas ameaçando a ex-mulher, residente em Boituva, dizendo que pretendia mata-la também. "Ele não se conformava com a separação, e achava que os filhos estavam apoiando a mãe e que ela já tinha outra pessoa", declarou a então delegada de Defesa da Mulher, Fernanda Montemor Hetem. "As ameaças eram destinadas à ex-mulher, e ele matou a filha com a intenção de maltrata-la mesmo."
Caso
Michelli dormia, ao lado da filha, de 9 anos, quando foi atingida no rosto por dois tiros. Na época, a PM foi acionada por um vizinho, em torno das 5h, momento em que disse ter ouvido os disparos.
A testemunha conversou com a Tribuna na ocasião, e relatou como foi o encontro com a vítima, logo após a ocorrência. "Quando ouvi os disparos já acordei assustado. Depois, ouvi diversos barulhos no portão, como se alguém estivesse pulando. Em seguida, ouvi alguém tentando ligar um carro e ouvi outro barulho, achando que essa pessoa tivesse batido no meu veículo. Foi quando saí para ver o que tinha acontecido", relatou o vizinho.
Ao sair, a testemunha falou que visualizou apenas o vulto de um Fiat Uno, o mesmo veículo do pai da vítima. "Nessa hora entrei na residência e encontrei com ela na cama, toda ensanguentada e se debatendo. Aí liguei para a Polícia, que veio ao local e acionou o resgate", detalhou.
De acordo com policiais militares, a filha de Michelli disse ter visto somente "uma sombra deixando o quarto". A pequena, em estado de choque, teve de ser levada para atendimento médico.
Outras testemunhas contaram que Marin havia passado a tarde do dia anterior na residência da filha, sem levantar suspeitas. Apesar da aparente tranquilidade, as investigações mostraram que os problemas na família eram frequentes.
O então delegado titular, Marcelo Eduardo Bueno da Silveira, revelou, à época, que, depois da separação, Marin passou a ameaçar a ex-mulher e os filhos, especialmente Michelli. "Ele dizia que ela era a causa da discórdia familiar", acrescentou o delegado.
A vítima não resistiu aos ferimentos, e morreu a caminho do hospital. Na residência da família não foi constatado arrombamento, tampouco sinais de luta corporal, o que levou a Polícia a constatar que Michelli foi surpreendida enquanto dormia, sem chance de defesa.
O pai foi considerado o principal suspeito de ter atirado. Contudo, após várias diligências, ele não foi encontrado. Mais tarde, três meses depois do crime, Marin foi localizado em Jequiá, na Bahia, sendo preso em 2 de junho de 2014. Há cerca de um ano, ele foi trazido ao complexo prisional de Hortolândia, onde permaneceu detido até a sentença judicial.

Veja Também:

Comentar


Mais lidas
Vídeos
Filmes em cartaz
  • HOMEM-FORMIGA E A VESPA
  • MULHERES ALTERADAS
  • DO JEITO QUE ELAS QUEREM
  • OS INCRÍVEIS 2
  • JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO
  • CINECLUBE - A MORTE DE STALIN