Publicado em: 05/07/2018 11h23 - Atualizado em 06/07/2018 14h13

Corpo de bebê é encontrado em freezer

Mãe é presa acusada de ocultação de cadáver no Jardim Morada do Sol

Adriana Brumer Lourencini
Werner Münchow Movimento de policiais em frente à residência onde o corpo do recém-nascido foi achado
O corpo de um recém-nascido foi encontrado congelado em uma residência no Jardim Morada do Sol. A criança foi colocada no freezer pela própria mãe há cerca de dois meses. Somente agora o fato foi descoberto pela irmã do bebê.
A descoberta foi feita na manhã de terça-feira (3) pela filha de Jaiane Letícia Sampaio, de 30 anos. A menina, de 14 anos, mora com o avô materno, mas estava em visita à mãe devido ao aniversário desta, no dia 2. Quando abriu o freezer para buscar algo para o almoço, a garota deparou com o corpo do bebê. Na sequência, ela teve um choque e chegou a desmaiar, demandando, inclusive, atendimento médico.
Ao se recuperar, chamou o avô, que por sua vez, acionou o Conselho Tutelar. A Polícia Civil também fez diligências no local e constatou o fato. Já na delegacia, Jaiane confessou ter colocado o bebê no freezer. Ela disse ainda que, no ano passado, conheceu um homem de Campinas, via aplicativo de redes sociais, e que eles começaram a namorar. Ao perceber a gravidez, Jaiane decidiu escondê-la tanto do namorado quanto da família.
Ela alegou ter tido um aborto espontâneo, no dia 21 de abril, e resolveu colocar o natimorto em uma sacola plástica, para, em seguida, escondê-la em uma fenda no muro da residência, que fica na Rua Martinho Lutero. Devido às reclamações de vizinhos pelo mau cheiro, pois, o "embrulho" estava ali há três dias, Jaiane resolveu mudar o corpo do filho de lugar, colocando-o na geladeira.
A mulher também contou ao delegado assistente, Luiz Fernando Dias de Oliveira, que nunca fez acompanhamento médico da gravidez, e que todo o tempo tentou esconder a gestação. Ela tem outros quatro filhos, que moram com os avós. 
Sentença
A audiência de custódia foi realizada na quarta (4), quando a juíza Érika Folhadella decretou a prisão preventiva de Jaiane, pelo crime de ocultação de cadáver. Ela, então, foi conduzida à cadeia feminina de Paulínia.
O delegado titular, Marcelo Eduardo Bueno da Silveira, abriu inquérito para investigar as circunstâncias da morte do bebê.

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