Publicado em: 04/07/2018 10h46 - Atualizado em 17/07/2018 14h24

O coletivo e o individual

Época de competição, copa do mundo, onde a grande maioria tem como sonho ser campeão. Sonho, porque a conduta, nem todos demonstram ser esse o foco. Ao observar o comportamento de jogadores de antigamente e dos atuais, as diferenças são gritantes.
Mas não são os jogadores que estão diferentes. É o ser humano.
Antes os jogadores entravam em campo para jogarem e marcarem gols. Hoje estão preocupados com o valor do passe e suas participações, no merchandaising e aparições públicas, no não se machucarem para não perderem valor de venda e assim por diante. Não todos, mas uma grande maioria.
Ao olhar para esse cenário identificamos isso em todas as áreas de nossas vidas. Profissional, afetiva, social, financeira,, etc. Cada um preocupado mais consigo mesmo do que com o todo.
Continuemos no exemplo do futebol. Para o individual poder se manifestar, o coletivo tem que estar harmonioso, integrado, em perfeita combinação de seus objetivos particulares, ou seja, cada um fazendo sua parte em benefício do objetivo maior. Marcar gols, dificultar ataques, fazer a bola chegar ao campo do adversário para favorecer o avanço de seu time. Jogador nenhum ganha o jogo se o time todo não estiver integrado.
Gestor nenhum faz sucesso sozinho. Ele precisa que sua equipe esteja coesa e afinada dando-lhe as condições necessárias para o atingimento dos resultados. Há um excesso de uso do pronome "eu" em detrimento do pronome "nós".
Quando estava escrevendo este texto escutei a frase "O segredo da fartura é saber dividir!". Na hora disse que iria me apropriar dela, pois expressa bem o conceito do coletivo. Importante realçar que na afirmação, "dividir" significa compartilhar!
Como terapeuta, de nada adiantaria meus conhecimentos se meus clientes não correspondessem com suas participações no processo. Médico nenhum obteria sucesso em suas intervenções se seus pacientes não correspondessem a elas.
Em tudo isso se revela. Lembram-se do ditado: "Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher"? Pois é. Quando os parceiros não se harmonizam o desempenho individual fica prejudicado. Falta a tranquilidade, a integração para que tudo transcorra satisfatoriamente.
Empresas onde o princípio é apenas o benefício de um, elas caminham sem a sinergia de seu quadro de funcionários, os resultados sempre serão aquém do que poderiam ser, se a visão contemplasse a todos os participantes. Em um relacionamento onde só um quer brilhar, a sombra do outro sempre fará opaco o brilho do outro. Lembrem-se, em qualquer ambiente, duas lâmpadas acesas iluminam mais do que uma só. Pensem nisso.
Paulo Antolini é psicólogo, psicoterapeuta, practitioner de programação neurolinguística, administrador e consultor de empresas.
Fones: (19) 3834-8149 / (19) 99159-2480
Email: paulo.salvio@terra.com.br

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