Publicado em: 02/10/2018 16h20 - Atualizado em 05/10/2018 16h57

Volte para você

"Oi, olá, como vai, você está bem?", assim ela iniciou uma conversa consigo mesma. Frente ao espelho, onde todos os dias se arrumava três ou mais vezes, percebeu que há muito tempo não se via.
Quantas vezes as pessoas olham sem enxergar, você já se perguntou isso? Há quanto tempo você levanta, passa o dia todo em atividades, vai deitar e não sente a calma, a paz de espírito de dever cumprido, não tem o sorriso nos lábios pela satisfação do dia vivido, não tem o desejo profundo de ver o dia amanhecer para poder dar continuidade às suas realizações?
Muitos brincam que é pura filosofia, perda de tempo, mas quando você se olha pra valer você sabe quem realmente é? Primeiro que filosofia não é perda de tempo, ela nos dá a capacidade de questionarmos e refletirmos sobre tudo, segundo que, surpreendam-se, o número dos (as) que apenas estão vivendo automaticamente é enorme.
Você está satisfeito com a vida que leva, com o trabalho que tem, com a forma como se relaciona com sua família? Você tem coragem de responder a si mesmo (a) verdadeiramente?
Algumas pessoas em consultório descrevem a sensação que têm de si mesmas como se estivessem deslocadas no próprio corpo. Como se estivessem desencaixadas. Sensação horrível, pois é a representação corpórea de um estado esquizofrenizante, dividido. Lembram-se da brincadeira de adolescente, onde um batia na cabeça do outro, como se estivesse batendo em uma porta e dizia, ao mesmo tempo: "tem alguém ai?".
Um grande paradoxo se estabelece: ao mesmo tempo em que as pessoas estão cada vez mais egoístas, individualistas, cada vez mais estão distantes de si mesmas. Então é hora de se perguntarem o porquê disso. Como é possível voltar minha atenção apenas para mim e ao mesmo tempo estar tão distante de mim mesmo?
Quanto tempo você consegue ficar em silêncio consigo mesmo (a), de forma calma e harmoniosa? Mente tranquila, pensamentos tranquilos, ou, logo que tenta já sente uma inquietação que a leva a mexer-se, ter que ir fazer algo? Uma cliente me disse: "Tentei isso, mas me deu uma "gastura" que parei, fui arrumar coisa para fazer.".
Eis que foi buscar algo para não ter que ficar com ela mesma e encarar a própria vida, o como estava se sentindo. O grande medo de achar que se for a fundo, vaiver que está vivendo tudo diferente do que realmente queria. E isso pode realmente acontecer e é bom.
É bom porque nos dá a possibilidade de focarmos nossas ações em direção ao que realmente se quer. Não digo que é fácil, pois é um grande desafio, porém só o fato de fazer essa reflexão já representa os passos iniciais para o seu grande reencontro consigo mesmo (a)!
Obs.: Esta coluna passou a ser quinzenal, respeitando as novas definições do jornal.

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