Desgaste na Saúde
Infelizes algumas das declarações do secretário da Saúde, José Roberto Destefenni, em entrevista coletiva na semana passada. A matéria sobre o assunto rendeu inúmeros comentários no site da Tribuna, alguns reproduzidos nesta página, no espaço Do leitor. O titular da Saúde chegou a declarar que não leva em conta críticas de pessoas que nunca participaram de uma reunião do Conselho Municipal da Saúde, nem nunca estiveram na Secretaria para oferecer sugestões.
Mauro Motozono
Sugestão
Falta só perceber que a grande maioria dos cidadãos que perde um dia inteiro de trabalho esperando atendimento numa Unidade de Saúde – como aconteceu na semana passada no Mini Hospital (foto) - muitas vezes não tem ânimo para sequer fazer uma reclamação na Secretaria. Não seria mais fácil aceitar as críticas e melhorar o serviço? O povo não reclama se tudo vai bem, é óbvio.
O sol e a peneira
Quanto ao Conselho Municipal de Saúde, falta posicionamento. O presidente do órgão, por exemplo, acredita que “em todo lugar a Saúde está ruim”. É a mais pura verdade. Mas não dá para nivelar Indaiatuba por baixo para justificar a falta de médicos e materiais. É o mesmo que alguém dizer: “Ah, todo mundo rouba e mata, então vou fazer o mesmo”. Enquanto o CMS não agir de forma fiscalizadora, pouca coisa pode mudar.
Visão
O prefeito Reinaldo Nogueira (PDT) vai passar mais de 20 dias na China e o projeto de lei que autorizou sua via-gem enfatizou bastante a capacidade de desenvolvimento daquele País e das possibilidades de parcerias com Indaiatuba. Seria lindo ter mais indústrias na cidade, mas melhor ainda seria ter hospitais e creches para todo mundo.
Dinheiro...
Na segunda-feira retrasada, dia 26, o assessor de um bambambã da cidade foi até um dos bancos em torno da Praça Prudente de Moraes carregando uma caixa de papelão, daquelas onde se coloca papel sulfite. Dentro, nada menos do que R$ 1,2 milhão – em dinheiro, claro. Mal ele saiu da agência, um carro forte já estacionou e levou tudo. Muita grana, né?
...dá em árvore
Na mesma semana, outro assessor do mesmo bambambã comprou uma “casinha” em Campinas. Adivinhe por quanto? Exatos R$ 1,2 milhão. Veja bem: um assessor. Deve ser um dos mais bem remunerados da cidade. Por questões jurídicas, nem vou falar em que espécie de árvore dá este dinheiro.