Linx: ressalva da Itaú Asset complica venda para a Stone, diz Ágora

A Itaú Asset Management concluiu que a maneira como a primeira proposta da Stone foi estruturada e conduzida não se adequava aos requisitos internos de governança corporativa da Linx (Imagem: Linkedin/Stone)
A oferta da Stone (STNE) para unir os negócios com a Linx (LINX3) começa a mostrar maiores sinais de risco. A Itaú Asset Management, um dos principais acionistas da empresa de tecnologia, chegou à conclusão de que a maneira como a primeira proposta da Stone foi estruturada e conduzida não se adequava aos requisitos internos de governança corporativa da instituição financeira.
Para fazer a análise, a gestora de ativos contratou Marcelo Trindade, ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para avaliar potenciais problemas de governança da oferta.
De acordo com a Ágora Investimentos, a análise da Itaú Asset dificulta a compra da Linx pela Stone. A corretora destacou a insatisfação inicial de alguns investidores com os termos do acordo.
“O acordo com os fundadores da Linx e a penalidade caso a Linx não aceite os termos são, em nossa opinião, questões que continuam a deixar alguns investidores desconfortáveis com a transação. Embora reconheçamos o fato de que Stone já trabalhou para melhorar os termos, observamos que alguns investidores continuam insatisfeitos com todo o processo”, comentaram os analistas Victor Schabbel e Maria Clara Negrão.
Totvs
Em comunicado divulgado ao mercado na semana passada, a Totvs (TOTS3), que está na briga pela Linx, informou que os conselheiros independentes da instituição financeira rejeitaram firmar o protocolo e a justificação de incorporação enviada pela companhia no início do mês. O argumento utilizado pelos conselheiros é que a assinatura do protocolo feriria o acordo celebrado com a Stone.
Na mesma nota, a Totvs afirmou que sua percepção é de que o comitê “tem demonstrado somente disposição para retardar, ou mesmo impedir, a apreciação da proposta” pelos acionistas e forçá-los a deliberar somente a proposta da Stone.

 

Fonte: MoneyTimes