Riscos políticos dos EUA são destaque para bancos centrais, mostra pesquisa do UBS

Os investidores estão se preparando para a eleição norte-americana de 3 de novembro entre o atual presidente, Donald Trump, e o ex-vice-presidente Joe Biden (Imagem: REUTERS/Arnd Wiegmann)
Os riscos relacionados a desdobramentos políticos nos Estados Unidos surgiram como a principal preocupação econômica dos bancos centrais, assim como guerras comerciais e a desaceleração global, mostrou uma pesquisa do UBS.
Mais interrupções nas principais economias causadas pela crise da Covid-19, incluindo novas paralisações, eram esperadas por um total de 42% dos entrevistados em uma pesquisa com mais de 30 gestores de reservas de bancos centrais.
Entre os temores não relacionados à Covid que afetavam a economia global, as disputas comerciais foram classificadas como a principal preocupação pelo terceiro ano consecutivo, citadas por 81% dos participantes.
O medo de uma desaceleração econômica global e de um retorno das tendências deflacionárias ficou em segundo lugar, citado por 72% dos entrevistados.
Mas os desdobramentos políticos dos EUA surgiram como uma preocupação para 72% dos participantes, mais do que o dobro da taxa registrada na leitura do ano anterior.

Os investidores estão se preparando para a eleição norte-americana de 3 de novembro entre o atual presidente, Donald Trump, e o ex-vice-presidente Joe Biden.
Os mercados também estão se concentrando no que o resultado pode significar para o relacionamento dos Estados Unidos com a China, depois que os dois países impuseram tarifas sobre os produtos um do outro.
Pelo segundo ano consecutivo, os rendimentos baixos e negativos nos mercados de renda fixa permaneceram como a maior ansiedade para as reservas cambiais de bancos centrais, excluindo o coronavírus, com 69% dos entrevistados citando esse fator como uma dor de cabeça.
Embora a pesquisa tenha sugerido que o domínio global do dólar segue intacto, a participação média em dólar entre todos os participantes foi de 67%, ante taxa de 71% no ano anterior.

 

Fonte: MoneyTimes