Universidade nos EUA cria tecido robótico com flexibilidade ajustável

Pesquisadores da Universidade de Yale, nos EUA, criaram um tipo de “tecido inteligente” que pode modificar sua forma ou rigidez sob demanda, em resposta a impulsos elétricos. A chave para a tecnologia, desenvolvida pela equipe da Dra. Rebecca Kramer-Bottiglio, é uma mistura de fibras de epóxi com uma liga metálica chamada Field’s Metal (Metal de Field), batizada em homenagem ao seu inventor, Simon Quellen Field.Veja também: Novo tecido imprimível em 3D promete revolucionar a indústria têxtilCovid-19: tecido criado no Brasil inativa 99,9% das partículas viraisTecido inteligente libera odor agradável quando usuário transpira

O metal é uma liga de Bismuto, Índio e Estanho que é sólida à temperatura ambiente, mas se liquefaz rapidamente ao atingir temperaturas superiores a 62 ºC. Ao aplicar uma baixa corrente elétrica às fibras a liga se liquefaz e o material perde rigidez.

“Nosso composto de epóxi e Metal de Field pode ser tão flexível quanto o látex ou tão rígido quando o acrílico, até 1.000 vezes mais rígido, apenas aquecendo-o ou resfriando-o”, diz Trevor Buckner, autor principal do estudo. “Longas fibras deste material podem ser costuradas a tecido, dando a ele uma estrutura de suporte que podemos ligar e desligar”.A equipe também desenvolveu um sensor líquido baseado em uma tinta condutiva que pode ser literalmente pintado sobre um tecido para detectar mudanças em quem o veste ou no ambiente. Além disso, embutiu no material fios de metal com memória, que se dobra em uma forma pré-determinada quando exposto a uma corrente elétrica, permitindo que ele mantenha a forma.

O estudo foi patrocinado pelo Escritório de Pesquisa Científica da Força Aérea dos EUA, que espera usar o material de várias formas. “Acreditamos que esta tecnologia pode ser usada para criar barracas que se armam sozinhas, para-quedas robóticos e trajes assistivos”, diz Kramer-Bottiglio. “Tecidos são um material polivalente usado em uma ampla gama de produtos, e a habilidade de ‘robotizar’ alguns deles nos abre muitas possibilidades”.Fonte: Engadget

 

Fonte: OlharDigital