Bahia quer acionar pacote fiscal para atrair usina cooperativada de Pernambuco

Bahia oferece vantagens tributárias para novas unidades de açúcar e álcool (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)
O governo da Bahia tenta fortalecer seu projeto de aumentar a presença da sucroenergia no estado, depois de já contar com um novo empreendimento greenfield sendo levantado por empresários de Pernambuco. E pensa no cooperativismo.
Também de Pernambuco, a Cooperativa dos Fornecedores de Cana (Coaf), gestora da antiga usina Cruangi, é o modelo que o governador petista Rui Costa pretende, mas que ela própria construa uma unidade.
A região escolhida é o Meio São Francisco, centro-médio baiano, onde o presidente da Coaf/Cruangi, Alexandre Lima, está nesta sexta (2), em comitiva do vice-governador João Leão.
As terras próximas a Ibotirama e Barra são planas e contam com recursos hídricos irrigados do Rio São Francisco. Além da vocação agrícola e projetos de cana em andamento, cujo sistema cooperativista seria para agregar e desenvolver as regiões.
O que chamou a atenção de Lima também é o pacote fiscal “arrojado” do governo, em contraste, por exemplo, ao que o governo de Pernambuco tem negado à usina de cooperados da Zona da Mata Sul, a CoafSul.

O presidente da Coaf/Cruangi vai apresentar a proposta baiana à diretoria e aos 800 cooperados.
A quinta safra da Coaf, após a reativação da Cruangi, multiplicou por 4 a moagem da cana, desde as 291,3 mil toneladas de 2015, gera 4,5 mil empregos diretos e partiu nesta safra para um faturamento esperado de R$ 220 milhões.
Mas o pagamento de um valor extra pela cana, sobre a referência que as usinas tradicionais oferecem aos produtores de Pernambuco, é o que entusiasma o governo baiano.
Todo esse modelo que a Bahia quer deverá ser replicado na CoafSul, de Pernambuco, que contou com a assessoria técnica e institucional da Coaf/Cruangi e a da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), também presidida por Alexandre Lima.
O resultado só não será muito sentido porque o governo de Paulo Câmara nega os 18,5% de crédito presumido de ICMS, que as outras cooperativas (Agrocan é a segunda) conseguem.

 

Fonte: MoneyTimes