Hospitais de campanha do Rio viraram case de Parcerias Público-privado

O Hospital de Campanha do Parque dos Atletas, na zona oeste do Rio de Janeiro, encerrou suas atividades no dia 8/09, após quatro meses de operação. A unidade foi montada exclusivamente com recursos privados como parte da resposta à pandemia de covid-19 e atendeu a 621 pacientes.Segundo a Rede D’Or, administradora do projeto, 90% dos internados que chegaram à unidade precisaram em algum momento de leitos de terapia intensiva. Entre eles, 199 chegaram a ficar no respirador mecânico e 104 precisaram de diálise.  Os pacientes atendidos pelo hospital vieram de 27 municípios do  Rio de Janeiro, transferidos de 106 unidades públicas de saúde.O investimento privado para montar a unidade foi de R$ 62 milhões, valor que foi investido por um grupo de empresas lideradas pela Rede D’or.Devido à alta demanda, o hospital teve o número de leitos de UTI ampliado. Na inauguração, a unidade operava com 150 leitos de enfermaria e 50 de UTI, mas 50 vagas do primeiro grupo precisaram ser readequadas para atender aos casos mais graves.Com o fechamento do hospital, encerram-se as atividades dos hospitais de campanha construídos pela iniciativa privada no Rio de Janeiro. Em agosto, o Hospital de Campanha do Leblon, na zona sul, também encerrou suas atividades após um período de funcionamento de quatro meses. Neste contexto, os hospitais de campanha do Rio contaram com o apoio da Bioxxi Excelência em Esterilização, empresa com sede no Rio de Janeiro que é a maior empresa da América Latina em esterilização de artigos para a saúde.Nestes quatro meses de operação, a Bioxxi reprocessou mais de 33.000 artigos. Neste trabalho, a empresa faz a coleta dos materiais utilizados nas unidades hospitalares e realiza todos o processo de esterilização em sua unidade operacional, devolvendo para o hospital de campanha o artigo estéril em menos de 24h.Este modelo de negócios é essencial para garantir que artigos, como aqueles utilizados na assistência respiratória, possam ser reutilizados com segurança, livre de agentes infecciosos.“Nosso negócio vai além da esterilização, nosso propósito maior é proteger as pessoas e o planeta. Investimos em tecnologia, processos e capital humano e nesta pandemia entendemos que era importante disponibilizar tudo o que desenvolvemos para ajudar o Sistema Único de Saúde e a população carioca.”, explica Diego Pinto, CEO da Bioxxi.O Hospital de Campanha Lagoa Barra começou a operar no dia 25 de abril e encerrou suas operações no final de agosto, após 742 pacientes atendidos. A Rede D’Or São Luiz liderou a construção e operação do Hospital. O investimento total foi de R$ 60 milhões provenientes exclusivamente da iniciativa privada. A Rede D’Or arcou com R$ 40 milhões e R$ 20 milhões foram custeados pela Bradesco Seguros, Lojas Americanas, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e Banco Safra em partes iguais.Já o Hospital de Campanha Parque dos Atletas, começou a operar no dia 11/05. Com capacidade de 200 leitos, o Hospital custou à iniciativa privada 50 milhões, sendo a Rede D’Or São Luiz a administradora do projeto e investidora junto a Stone Pagamentos, Mubadala, Qualicorp, SulAmérica Seguros, Vale, Movimento União Rio e Banco BV, e também, responsável pela construção e gestão do hospital.“Era uma missão nobre e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade estar na linha de frente dessa pandemia. Mas com a dedicação e o espírito de solidariedade de todos os funcionários, conseguimos entregar o que há de melhor na medicina com um atendimento humanizado”, destaca Werner Scheinpflug, diretor no Hospital de CampanhaWebsite: http://www.bioxxi.com.br

Fonte: Metropoles