Confira os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta sexta-feira

SÃO PAULO – Após recuarem na véspera, as taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto operam sem direção definida na manhã desta sexta-feira (9). Os papéis prefixados apresentavam leve alta nas taxas, enquanto os indexados à inflação recuavam.
O título prefixado com juros semestrais e vencimento em 2031 pagava uma taxa de 7,96% ao ano, ante 7,94% a.a. na tarde de quinta-feira (8). O prêmio oferecido pelo mesmo papel com prazo em 2023, por sua vez, era de 4,86%, ante 4,85% a.a. anteriormente.
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Entre os papéis indexados à inflação, o com vencimento em 2035 pagava uma taxa anual de 4,13%, frente a 4,18% a.a. ontem. Já o juro pago pelo Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2055 recuava de 4,29% para 4,25% ao ano.
Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta sexta-feira (9):
Fonte: Tesouro Direto
Cena doméstica
Entre os indicadores domésticos, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu a 0,64% em setembro na comparação com agosto, acima da projeção mediana dos economistas consultados pela Bloomberg, de um avanço de 0,54%.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este é o maior resultado para um mês de setembro desde 2003 (0,78%).⠀

No ano, o indicador acumula alta de 1,34% e, em 12 meses, de 3,14%, acima dos 2,44% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Os investidores locais repercutem também a entrevista de Livia Honsel, analista principal para o Brasil da S&P Global Ratings, à Folha de S. Paulo. Segundo ela, a falta de visibilidade no Brasil a partir do ano que vem poderia levar a agência a rever a trajetória fiscal e começar a assumir uma situação de dívida mais alta, com riscos maiores sobre a nota.
Em meio ao alerta da S&P, os investidores aguardam definições que impactam a economia. O relator do Renda Cidadã, Márcio Bittar (MDB-AC), deixou a apresentação da proposta para depois das eleições, que serão realizadas em novembro. Ele, no entanto, acredita na aprovação do texto ainda neste ano, apesar do curto espaço de tempo, de acordo com a CNN Brasil.
Ainda no âmbito político, repercutem as informações de que a reforma tributária não deve ser votada nem na Câmara dos Deputados nem no Senado neste ano
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente da Comissão Mista dedicada ao tema, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), afirmou que pedirá a extensão dos trabalhos do colegiado até 10 de dezembro, para tentar até lá chegar, ao menos, em uma proposta que possa ser votada pela comissão.
O Congresso funcionará por somente mais 12 dias após a data em 2020, até 22 de dezembro.
Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a prioridade, agora, é votar a PEC Emergencial, que cria mecanismos de ajuste fiscal.
Ao lado do ministro da Economia, o deputado participou da apresentação da proposta de agenda legislativa da frente da reforma administrativa, segundo a Folha de S. Paulo. Ele negou ter desistido de aprovar a reforma tributária este ano, mas disse que hoje a PEC Emergencial deve ser a preocupação número um.
Pacote de estímulos nos EUA
No ambiente internacional, o sentimento é de otimismo com os investidores atentos à retomada do diálogo entre democratas e republicanos para um pacote de estímulos trilionário à economia dos Estados Unidos.
Ontem, o chefe de gabinete da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, tuitou que a democrata e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, conversaram por 40 minutos e o secretário teria manifestado o desejo do presidente Donald Trump em que um acordo fosse atingido.
A comunicação veio depois de Pelosi ter afirmado que não iria apoiar um resgate às companhias aéreas dos EUA sem um pacote de estímulos mais abrangente.
Destaque ainda ao anúncio do governo dos EUA de sanções a 18 bancos iranianos, em uma tentativa de cortar receitas do governo local, elevando a tensão política global.

Fonte: InfoMoney