Missa solene celebra um ano de canonização de Santa Dulce dos Pobres

Nem parece que passou tão rápido, mas um ano já se foi desde que Irmã Dulce passou a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres. E para recordar esse 13 de outubro de 2019, fieis católicos e devotos da primeira santa brasileira se reuniram no seu Santuário, localizado na Cidade Baixa. A missa solene começou por volta das 8h30 e é presidida pelo Frei Giovanni Messias, que é reitor do local.

“Vamos rezar em ação de graças por essa canonização”, disse o frei. A celebração teve número limitado fieis a 30% da capacidade, para respeitar as medidas de distanciamento social. Na entrada, funcionários das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) higienizavam as mãos das pessoas e mediam a temperatura. Alguns devotos preferiram acompanhar a celebração do lado de fora da igreja.
Junto ao frei Giovanni, outros padres franciscanos que atendem no Santuário subiram ao altar: Frei Mário e Frei João Paulo, esse último que realizou a homilia da missa. “No ano passado, não passou pela cabeça de ninguém o que viveríamos em 2020. Era necessário que ela fosse canonizada em 2019, pois esse país precisava do exemplo de Santa Dulce para viver essa pandemia com fé, esperança e caridade. Se há algo que marcou positivamente essa pandemia, foi a força de Santa Dulce. Se ela conseguiu passar a sua vida junto aos mais pobres e doentes, nós conseguiremos também”, disse o frei João Paulo. (Foto: Daniel Aloísio/CORREIO)

Na missa, ele lembrou também que as Obras Sociais Irmã Dulce possuem um espaço de estudo que está ajudando a desenvolver uma vacina para a covid-19. “Temos um centro de pesquisa, um centro de esperança. Aqui está sendo feito todo um protocolo de estudo para desenvolvimento de uma vacina. E nós acreditamos que um dia voltaremos à aglomeração do amor e venceremos essa pandemia”, completou.
Dentro do Santuário, apenas 228 pessoas puderam acompanhar a celebração: 180 no térreo e outras 48 no primeiro piso. Todos ficavam distanciados um dos outros, seguindo as marcações que foram colocadas nos bancos da igreja e no chão. “Tá muito tranquilo, muito organizado. Ajuda a gente a rezar com segurança”, disse a devota Alexsandra Oliveira, 48 anos. Ela foi vestida com a camisa e a máscara de Santa Dulce. “E também trouxe uma rosa para presenteá-la em sinal de amor e esperança para um mundo melhor”, afirmou.

Fonte: Correio24horas