Aplicativo de câmera para Android pode ajudar no combate às fake news

Um anúncio realizado nesta quinta-feira (15) pela startup Truepic revela o que pode ser o próximo passo contra fotografias editadas e usadas em notícias falsas. Desenvolvido em parceria com a Qualcomm, a ferramenta chamada de ‘Foresight’ produz fotos com informações criptografadas – ou seja, metadados sobre data, horário, localização, dispositivo utilizado e afins.Veja também: YouTube proíbe desinformação sobre vacinas contra a Covid-19WhatsApp lista 10 ‘mitos e fatos’ sobre o PL sobre Fake NewsFacebook altera regras para conter a desinformação e discurso de ódio

A ideia é que as fotografias possam ter sua autenticidade verificada pelos destinatários. A empresa disse, em comunicado, que visa combater o conteúdo visual enganoso na internet. A ferramenta está em fase de protótipo em um aplicativo para smartphones Android.

Neste caso, o aplicativo traz um modo específico de fotografia que registra informações sobre a captura em um local seguro do celular. Assim, quando enviada, o destinatário pode confirmar a autenticidade do material – seja em redações, redes sociais. Inclusive, edições realizadas nos arquivos também são registradas.Parceria com AdobeO recurso faz parte da Content Authenticity Initiative (CAI), anunciada em 2019 pela Adobe em parceria com o Twitter e o jornal The New York Times. Jeff McGregor, CEO da Truepic, cita que o mundo vem acelerando sua digitalização durante a pandemia de Covid-19. Mas, ao mesmo tempo, há um problema claro de desinformação.

Sugestão da companhia seria adicionar um modo específico de fotografia segura em smartphones Android. Imagem: Truepic/ReproduçãoO projeto seria utilizado tanto por fotojornalistas quanto editores ao publicar as imagens em notícias, por exemplo. Nesta fase, ele vem sendo utilizado em um dispositivo de testes que traz o chipset Snapdragon 865.De acordo com a Truepic, as imagens geradas pelo aplicativo são no formato ‘JPEG’ padrão. Ele também poderá ser utilizado em formatos como ‘HEIC’ em aplicativos de terceiros, já que a solução é de código aberto. Assim, o uso da ferramenta poderia se expandir também para aplicativos bancários, por exemplo.Segurança a nível de hardwarePara manter a segurança desses dados, eles são processados na tecnologia Arm ‘TrustZone’. Ela utiliza um conjunto de extensões para proteger dados sensíveis em um ambiente do processador. É o mesmo local onde dados de pagamentos e de impressões digitais do usuário são registrados.Outra função do projeto permite mapear a profundidade de campo por hardware, além de também identificar se uma imagem foi registrada por luz ou gerada por software. Não há, neste momento, previsão de quando a tecnologia poderá ser adotada em massa.Via: Wired

 

Fonte: OlharDigital