Médica brasileira é a primeira sul-americana a voar de mochila a jato

A primeira brasileira a experimentar voar com uma mochila a jato foi a médica Karina Oliani. A também apresentadora de TV voou com o equipamento que pesa 27 quilos (sem o combustível) e possui cinco turbinas acopladas. Com o feito, Karina tornou-se a primeira sul-americana a voar no estilo “jet suit”.

O processo para o voo foi longo e complicado. A brasileira teve que viajar até Chichester, no interior da Inglaterra, para participar de um treinamento intenso de três dias. O objetivo das orientações era dar à Karina controle total sob o propulsor a jato, que inclusive funciona com comandos em botões que são acionados nos dedos.   Ver essa foto no InstagramRisk the fall to know how it is to fly! Ahhhh a liberdade de voar – um sonho humano tão antigo… Vou desfrutar o sonho sem esquecer que apenas quem aceita o risco de queda pode – realmente- voar livre 🦅 @hapvidasaude @johnjohndenim @takeongravity @richardmbrowning @pitayafilmes foto de @sandro.g.h #jetpack #takeongravity #karinaolianiUma publicação compartilhada por Karina Oliani (@karinaoliani) em6 de Out, 2020 às 2:44 PDT

Também para que a façanha fosse possível, foi exigido certo condicionamento físico da médica. Nas semanas anteriores ao evento, foram necessários exercícios específicos, como por exemplo flexões e suspensão de argolas. Karina explica que o treino focou a força muscular principalmente nos ombros.Neste treinamento, foram usados mosquetão, que é uma espécie de anel metálico com gatilho, bem como cordas para sustentá-la em casos de eventuais quedas. “No último dia, o instrutor soltou a corda de segurança e deixou eu voar sozinha cerca de três metros de altura”, registrou Karina.RiscosRichard Browning, criador da invenção, chegou a desencorajar Karina. “Isso ainda é muito arriscado porque está em fase de testes e já tiveram várias panes mecânicas e quedas”, relembrou a médica. Além disso, a chance de proximidade do corpo com as turbinas de onde saem os jatos de fogo é grande. Cabe destacar que a propulsão do equipamento é executada por meio de querosene de avião.

Mas os contras não impediram a médica de realizar o sonho. “Foi sensacional, foi a realização de um sonho que entrou na minha vida desde que eu vi aquilo”, descreveu.   Ver essa foto no InstagramE lá vamos nós pro 2o dia de treinos pra voar baixo 🚀 Nesse galão azul tem o mesmo combustível que as aeronaves comerciais usam: o jet fuel A1 ou querosene de aviação. Com 5 turbinas e uma autonomia de aprox 5 minutos esse equipamento pesa em média o mesmo que a minha mochila de montanha cheia pesa: 27kgs. Obrigada @richardmbrowning do @takeongravity por me ensinar. Obrigada @hapvidasaude e @johnjohndenim por acreditar nesse projeto. Em breve- matéria completa no @showdavida #jetpack #takeongravity #fly #voar #karinaolianiUma publicação compartilhada por Karina Oliani (@karinaoliani) em5 de Out, 2020 às 9:12 PDTKarina já é conhecida por ter mergulhado no México com jacarés, ter caçado tornados nos Estados Unidos e por ter feito tirolesa na cratera de um vulcão na Etiópia.Mochila a jatoO equipamento em questão foi desenvolvido pelo empresário inglês Richard Browning. O objeto ainda está em fase de testes, sem poder ser comercializado. Ele é movido a diesel ou querosene de avião e se baseia no princípio de aerodinâmica, funcionando como um motor de carro.Inicialmente, a ideia é que a mochila a jato seja utilizada em áreas específicas, como militar, segurança e médica. “Isso pode salvar a vida de uma pessoa. Mesmo com uma autonomia de voo curta, o resgate pode chegar em questão de minutos para dar o primeiro atendimento”, destaca Karina sobre a atuação do equipamento em resgates de emergência, por exemplo.Sobre isso, a médica também destaca que a “mochila do futuro” de Browning já foi inclusive cotada para integrar o sistema de saúde do Reino Unido.Via: Uol

 

Fonte: OlharDigital